Carlos Ivan/Agência O Globo
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Universitário que furtou ônibus estava 'fora de si', diz advogado

Rapaz está preso na Polinter, no Rio, e se recusou a fazer exame de embriaguez; vítima pode ficar paraplégica

TIAGO ROGERO, FÁBIO GRELLET / RIO, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2011 | 06h07

O estudante de Direito Pedro Henrique Corrêa Santos, de 24 anos, que assumiu a direção de um ônibus vazio e dirigiu da Barra da Tijuca até Botafogo, no Rio, anteontem, causando vários acidentes, se recusou a prestar depoimento à Polícia Civil. Ele também já havia se recusado a fazer exame de alcoolemia, que indica se a pessoa está embriagada. Santos está preso e ontem foi transferido para a unidade da Polinter no Grajaú (zona norte).

Segundo a delegada Cristiana Honorato, da 12.ª DP (Copacabana), onde Santos esteve até ontem, seu advogado alegou que ele sofre de transtornos psiquiátricos e toma medicamentos de uso controlado. O advogado ainda teria dito que seu cliente, que só vai se manifestar em juízo, estava fora de si quando assumiu a direção do ônibus e não deve responder pelos acidentes.

De acordo com a polícia, ele havia saído de uma festa à fantasia no centro e queria ir para Botafogo, na zona sul. Entrou em um ônibus, mas dormiu. Quando acordou, estava na Barra da Tijuca, zona oeste.

Enquanto aguardava a próxima partida, o motorista do ônibus havia descido e deixara o veículo ligado. Foi então que Santos assumiu a direção e saiu com o coletivo vazio para Botafogo. No trajeto, de cerca de 20 quilômetros, ele teria atingido pelo menos 18 veículos. A polícia só parou o ônibus na Rua Voluntários da Pátria, após atirar nos pneus.

Vítimas. Antônio Horta, de 67 anos, que estava em um carro atingido, passaria ontem por cirurgia para fixação da coluna - ele pode ficar paraplégico. A polícia já ouviu nove vítimas e afirmou que o estudante será indiciado por tentativa de homicídio, lesão corporal e furto. Sem direito à fiança, ele pode ser acusado ainda por dano e resistência à prisão. Santos já havia sido acusado por violação de domicílio, injúria, dano e porte de drogas.

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