Universitária cai em abismo no Peru e morre

Ela fazia trilha quando mula se desequilibrou; ainda não há prazo para o traslado da vítima, que era de Osasco

O Estado de S.Paulo

25 Julho 2012 | 03h05

A estudante brasileira Paula Sibov, de 24 anos, morreu ao cair no domingo em um abismo de 200 metros de profundidade, no Vale del Colca, na Cordilheira dos Andes, sul do Peru. A vítima, que é de Osasco, cursava o 4.º ano de Medicina da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas, no interior de São Paulo.

Paula caiu no penhasco quando fazia uma trilha montada em uma mula em uma região montanhosa do Peru. O Vale del Colca fica próximo da cidade de Arequipa, também no Peru, onde há o encontro entre o Rio Colca e o Canhão do Colca. O caminho detém uma das mais belas paisagens naturais da região com animais raros, como condores.

A tragédia aconteceu na província de Caylloma. Ela retornava da região de Sangalle, em Cabanaconde, acompanhada de um casal de amigos. Os guias que acompanhavam os três disseram que o animal se desequilibrou e ela rolou por 100 metros e depois caiu no penhasco. A Polícia Nacional e funcionários municipais encontraram o corpo na segunda-feira e o levaram para o distrito de Chivay.

Em nota, a universidade campinense ontem confirmou a identidade da jovem. "Ela se formaria em 2014 e apresentava um bom desempenho acadêmico, sempre dedicada e empenhada em suas atividades."

O Ministério das Relações Exteriores informou ter sido comunicado do acidente pelas autoridades peruanas já na manhã de domingo e ressaltou que vem dando assistência à família, por meio do cônsul honorário em Arequipa, Miguel Rivas.

Ainda segundo o Itamaraty, não é possível dizer quando o corpo da jovem será trasladado ao Brasil, uma vez que existe um "processo burocrático" de emissão de documentos necessário para o transporte.

Já a South American Explorers, apontada inicialmente como responsável pelo pacote de viagem da brasileira, negou na tarde de ontem ter intermediado a viagem da estudante e afirmou ser uma organização sem fins lucrativos que apenas fornece informações turísticas por meio de seus quatro "clubhouses" (centros de informação especializada). "Nós não contratamos guias nem vendemos passeios", disse a gerente em Lima, Kara Seigal.

Parentes da vítima, contatados pelo Estado, não quiseram comentar o caso nem dar mais detalhes sobre a viagem da jovem. Ela morava em um apartamento próximo da faculdade com duas amigas, que também evitaram falar sobre o assunto. /R.B., C.B. e DENIZE GUEDES

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