Universidade não informa número de sindicâncias

Promessa é criação de escritório para discutir igualdade de gênero

Alexandre Hisayasu e Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo

02 Janeiro 2016 | 15h54

Desde que a Universidade de São Paulo (USP) passou a ser o centro da Comissão Parlamentar de Inquérito do Trote, foram tomadas medidas como a reabertura de sindicâncias, a criação de equipamentos internos e até a promessa de um escritório para discutir a igualdade de gênero. O número de sindicâncias para apurar denúncias, no entanto, não é divulgado pela universidade. 

Uma das principais ações foi o fortalecimento do Núcleo de Direitos Humanos, presidido pelo jurista e ex-ministro da Justiça José Gregori. O reitor Marco Antonio Zago enviou um comunicado às unidades para que todas as denúncias fossem encaminhadas ao núcleo.

Em nota, a instituição informa também a criação do escritório USP Mulheres, na capital. O equipamento ainda não iniciou as atividades, uma vez que a primeira diretora responsável desistiu do cargo. Em seu lugar, assumiu a socióloga Eva Alterman Blay. A USP afirma que vai estabelecer uma linha de pesquisa interdisciplinar para este tema no Núcleo de Estudos da Violência (NEV), no Centro de Estudos da Metrópole e no Instituto de Estudos Avançados.

Centro. Já o Centro de Direitos Humanos, equipamento criado pela Faculdade de Medicina e presidido pela procuradora de Justiça aposentada Vânia Balera, iniciou em janeiro do ano passado atividades de discussão. Ao todo, foram organizados três fóruns: álcool e substâncias psicoativas, violência contra a mulher e intolerância. Participaram o Centro Acadêmico, Atlética, Coletivo Geni e Núcleo de Estudos em Gênero, Saúde e Sexualidade.

"Minha função é fomentar o diálogo entre os diversos grupos da faculdade", diz Vânia. Segundo ela, o centro deverá discutir "comportamento, vida e alimentação" neste ano. A procuradora reforça que não é função do centro analisar denúncias. "Nós não temos essa atribuição. Todas as sindicâncias são encaminhadas à Comissão de Direitos Humanos."

A USP não informa o número de sindicâncias abertas, mesmo após pedido por meio da Lei de Acesso à Informação. Gregori recusou pedido de entrevista.

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