Unifesp Leste terá cursos de engenharia e saúde

Nova unidade deve focar em trânsito e transporte, além de Engenharia Ambiental e Florestal, Arquitetura, Farmácia, Fonoaudiologia e Biomedicina

Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

04 Novembro 2013 | 02h06

Mesmo sem prazo para inauguração, o câmpus da zona leste da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) começa a tomar corpo. A direção da universidade elegeu, após conversas com a comunidade e estudos, as áreas de ensino da unidade. As análises levam para dois eixos: um ligado a temas da cidade e mobilidade, com cursos de Engenharia, e outro de saúde.

O foco da primeira área é estudar desafios da cidade, como o trânsito - assunto que o morador da zona leste conhece bem. Uma das reivindicações da comunidade, haverá cursos de Engenharia. E a ênfase deverá ser em Mobilidade, Transporte, além de Engenharia Ambiental e Florestal. A unidade ainda deve ter um curso de Arquitetura.

Na área de saúde, os cursos que devem ser criados são de Farmácia (voltado para biotecnologia), Fonoaudiologia e Biomedicina. Graduações como Enfermagem e Fisioterapia chegaram a ser cogitadas, mas, em reuniões com lideranças da zona leste, as opções foram abandonadas por já haver oferta desses cursos na região (mais informações nesta página).

"Existe uma dívida histórica de cursos públicos na região e nossos estudos mostram que há essa demanda por áreas de exatas e saúde", explica a reitora da Unifesp, Soraya Smaili.

Para desenhar a linha pedagógica da Unifesp ZL, a reitoria fez um estudo sobre o ensino superior na região. Quase metade dos cursos é das áreas de Ciências Sociais Aplicadas ou Multidisciplinares. Além disso, 97% dos 433 cursos estão em instituições privadas.

As únicas graduações públicas são do câmpus Leste da Universidade de São Paulo (USP). São dez graduações e a unidade aprovou um curso de Engenharia. Sem a oferta de formações tradicionais, a USP Leste sempre foi criticada por não atender às necessidades da região.

A reitora Soraya ressalta que as discussões vão determinar ainda os formatos. "Vamos discutir se serão cursos tradicionais ou bacharelados interdisciplinares, em que a entrada é comum e depois se segue para áreas específicas."

Segundo Soraya, nem tudo estará totalmente pronto para iniciar as atividades, da mesma forma que a abertura de graduações não será, necessariamente, de uma só vez. Entretanto, a reitora mostra preocupação em não repetir erros de outras unidades, como Guarulhos, inaugurada em condições precárias. "Haverá planejamento".

Área. A Unifesp vai ocupar uma área de 174 mil m² da Avenida Jacu-Pêssego. A universidade pretende reformar uma prédio para atividades de extensão e demolir um galpão maior, cujas instalações estão comprometidas.

Mas o início dos trabalhos está travado pela Prefeitura há mais de seis meses. Cabe ao município viabilizar estudo de contaminação do solo e, se necessário, despoluí-lo.

A Secretaria Municipal do Verde informou que uma empresa de consultoria já realizou a primeira fase dos estudos, mas ainda faltariam análises químicas laboratoriais. A pasta não informou quais são os prazos. Membro dos movimentos sociais em defesa da Unifesp na zona leste, Luiz França se mostra preocupado com a demora. "Existe o problema do solo, mas a universidade está muito lenta em vários processos."

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