Reprodução
Reprodução

Unicamp lança 'botão do pânico' para conter violência no câmpus

Por meio de aplicativo, estudantes e funcionários podem registrar uma ocorrência, que é enviada para a vigilância do câmpus

Rene Moreira, Especial para O Estado

14 de outubro de 2015 | 18h36

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) apresentou na tarde desta quarta-feira, 14, o aplicativo "Botão do Pânico". A ferramenta faz parte do plano de ações do Programa Campus Tranquilo, que prevê recursos para garantir segurança nas dependências da universidade.

A discussão começou há dois anos em razão do aumento da criminalidade - quatro jovens morreram no câmpus desde 2002. O novo dispositivo é compatível com os sistemas operacionais iOS e Android. Trata-se de um aplicativo que permitirá que alunos, funcionários e frequentadores da universidade acionem as equipes de vigilância durante uma emergência.

Conhecido pela sigla BPA, o programa para dispositivos móveis foi desenvolvido pelo Centro de Computação da Unicamp, que disponibiliza um link para que seja baixado gratuitamente. Segundo os criadores, é uma ferramenta para registrar ocorrências de pânico dentro da área de cobertura do câmpus e de outros pontos da instituição, como a Moradia Estudantil.

O aplicativo utiliza as coordenadas GPS (latitude e longitude) do celular para registrar uma ocorrência que é enviada para a vigilância do câmpus. Esta e outras iniciativas de segurança foram discutidas em reuniões envolvendo a reitoria, alunos, docentes e funcionários da universidade, após o número de roubos e assaltos aumentar na universidade.

Além do Botão do Pânico, a Unicamp também já colocou em prática outras medidas para aumentar a segurança. Uma delas foi o investimento de R$ 1,6 milhão para melhorar a iluminação do câmpus de Barão Geraldo, em Campinas.

Encontro. Uma reunião geral com todas as unidades, órgãos e representantes dos funcionários, alunos e docentes está prevista para 12 de novembro. Na ocasião, uma proposta ampla será definida para ser submetida à aprovação do Conselho Universitário.

O professor Alvaro Crósta, coordenador do programa Campus Tranquilo, disse que a Unicamp não sofre com um quadro agudo de insegurança. "Entretanto, há fatos que transmitem sensação de insegurança para as pessoas e é em cima disso que precisamos trabalhar, pois se não agirmos logo, podemos vir a ter problemas similares aos de outros câmpus no País".

De acordo com a prefeitura do câmpus, mais de 80 mil pessoas circulam na Unicamp por dia, sendo 40 mil alunos, 28 mil usuários externos e 12 mil servidores.

Tudo o que sabemos sobre:
Unicampsegurança

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.