Unicamp admite estudar contratação de vigias concursados

Estudantes da Universidade de Campinas podem decidir sobre ocupação de reitoria nesta quarta-feira, 16

Ricardo Brandt, O Estado de S.Paulo

15 de outubro de 2013 | 18h39

CAMPINAS - A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) vai estudar a contratação de vigias concursados para fazer a segurança nos campi, após o assassinato de um estudante em uma festa no dia 21 de setembro.

A medida pode colocar fim à ocupação do prédio da reitoria por alunos, em protesto ao anúncio de liberação de entrada da Polícia Militar na área da universidade.

Nesta quarta-feira, 16, os alunos farão uma nova assembleia para decidir sobre a invasão da reitoria, que completará 14 dias. Eles ocuparam o prédio no dia 3 de outubro.

Na quinta-feira, o reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge, declarou ser contra a presença da PM na universidade em dias normais e disse que não vai assinar um convênio com o Estado para construção de uma unidade da polícia dentro do câmpus.

Desde a ocupação da reitoria, os estudantes exigem a proibição de entrada da PM e defendem a contratação de vigias concursados para fazer a segurança. Hoje, 250 seguranças terceirizados fazem o serviço.

A polêmica sobre a segurança na Unicamp começou após a morte do aluno do 2º ano de Mecatrônica Dênis Papa Casagrande, de 21 anos, durante uma festa clandestina no câmpus. Ele levou uma facada no peito e foi espancado por um grupo de punks em uma briga.

A Unicamp tem, desde o dia 4, um mandado de reintegração de posse dado pela Justiça. A ordem determina que a retirada dos estudantes do local com a ajuda de força policial seja cumprida após negociação com os invasores.

Por meio de nota, a Unicamp informou que mantém sua posição de buscar uma solução negociada para a desocupação da reitoria e que houve avanços nos três encontros realizados com os estudantes.

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