Umidade cai e SP tem recorde de calor e radiação

Madrugada foi a mais quente do ano e o índice de radiação chegou ao máximo; tempo seco deixou cidade em atenção

O Estado de S.Paulo

07 de fevereiro de 2012 | 03h03

O calor do verão finalmente chegou para valer a São Paulo. Depois de uma semana com temperaturas máximas acima dos 30ºC, a capital paulista atingiu ontem o nível máximo de radiação ultravioleta (UV), no início da tarde, segundo o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC). A previsão para os próximos dias é de que a radiação continue alta pelo menos até domingo.

Em excesso, os raios UV podem causar queimaduras de pele e até câncer. Para se prevenir, o mais indicado é evitar o sol entre 10h e 16h, horário em que a radiação atinge o pico. O uso de protetor solar com alto fator de proteção é recomendado, além de bloqueios naturais à luz do sol, como chapéus e óculos escuros.

Os cuidados devem ser dobrados caso a exposição ao sol se repita por vários dias. Em uma escala de 1 a 14, a previsão do CPTEC é de que a radiação chegue a 14 em todos os dias desta semana por causa da grande incidência da luz do sol. Esse fenômeno tem garantido temperaturas recordes nos últimos dias. A madrugada de ontem, por exemplo, foi a mais quente do ano. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou 22ºC de temperatura mínima na região do Mirante de Santana, na zona norte da capital. O recorde anterior na madrugada havia sido de 21,2ºC, em 5 de fevereiro e 14 de janeiro.

A temperatura à tarde também foi alta e atingiu 32ºC no pico, mas ainda foi mais baixa do que a máxima registrada no dia 4:33,3ºC. O calor levou muita gente aos parques da cidade, como a modelo Letícia Birkheuer, que foi ao Parque Ibirapuera com o filho, João Guilherme, e a babá.

Tempo seco. Outra mudança meteorológica dos últimos dias foi a queda na umidade relativa do ar. Ontem, a cidade entrou em estado de atenção por causa do tempo seco. A marca atingiu 27% no fim da manhã, segundo a Defesa Civil - o ideal é acima de 30%. Em épocas de chuva, como o verão, não é comum que a umidade do ar fique assim baixa. Além de causar aumento nos níveis de dióxido de enxofre e material particulado, ela propicia surgimento ou agravamento de doenças respiratórias, cardiovasculares e oculares. / SOLANGE SPIGLIATTI

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