'Uma vida salva já não seria ganho para a sociedade?'

O comandante-geral da Polícia Militar, Roberval Ferreira França, defendeu os resultados da operação, iniciada antes de sua gestão à frente da corporação. "Vamos aos fatos: são 850 pessoas submetidas a tratamento. Que fosse uma pessoa, uma vida salva, já não seria um ganho para a sociedade?", questionou. O oficial citou ainda outros dados da operação, como o de 135 foragidos capturados, para justificar a continuidade da ação com objetivo de "garantir às pessoas tranquilidade, segurança e a presença do Estado em todo o nosso território".

O Estado de S.Paulo

01 Agosto 2012 | 03h04

A secretária de Justiça, Eloísa Arruda, definiu a ação em três palavras: seriedade, comprometimento e perseverança. Procuradora, ela também criticou os promotores autores da ação. "A postura do Ministério Público é no sentido de questionar a ação do governo, sem oferecer nenhuma linha de solução para aquele problema", disse.

Para defender a operação, ela fez um desafio: "Que todos se dirijam hoje para a Rua Helvétia e verifiquem in loco se a situação é a mesma". "Eu sei exatamente onde estão alocados alguns dependentes químicos. É na Rua dos Gusmões, um trecho pequeno, onde havia de 150 a 200 pessoas. E nós continuamos com a disposição de acolher e tratar essas pessoas", disse a secretária. /A.R. e A.F.

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