Uma vida de recusas, sempre no limite

O pernambucano Marcelo, de 39 anos, chegou aos 18 a São Paulo, seguindo uma trajetória de trabalho. Começou em um balcão de bar no centro, virou assistente de cozinheiro, trabalhou por quatro anos no Família Mancini, entre outros restaurantes. Entrar na droga foi fácil. O filho de um patrão português o apresentou à cocaína, que passou a usar quase diariamente. Quando descobriu o crack, em 2007, não segurou mais a onda.

, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2010 | 00h00

Gastou R$ 15 mil da poupança e R$ 10 mil da venda de uma casa para consumir a droga. Passou a ouvir vozes, ter medo de tudo, passando dias na cracolândia. "Mas a gente enjoa de sofrer", explica. Atualmente, ele segue tratamento no Caps-AD centro. Além de conversa com psicólogos e assistentes, recebe antidepressivo. Mas sair é difícil. Usou crack faz poucos dias. Mas ontem, na Praça da Sé, conseguiu recusar uma oferta. Está se reerguendo aos poucos. Apesar das quedas, parece otimista. Mas não é um caso de sucesso. Como os demais, viverá para sempre no fio da navalha. / B.P.M.

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