Uma pintura com traços cosmopolitas

Alvaro Castagnet, uruguaio especialista em pintura de aquarelas

Felipe Frazão, O Estado de S.Paulo

14 de agosto de 2011 | 00h00

Com mais idade do que gostaria, aos 56 anos o aquarelista uruguaio Alvaro Castagnet conheceu São Paulo, na semana passada. Ele passou pela capital paulista antes de descer ao litoral do Estado, para ministrar uma oficina de pintura de aquarelas em Ilhabela.

"Chamou a minha atenção o interminável perfil urbano e industrial, com fluxo de trânsito pesado. Sintomas de uma cidade que vai na vanguarda da economia brasileira."

A paisagem metropolitana, aliás, é tema recorrente na obra do artista. "Desfruto muito da vida em cidades grandes. Seu ritmo, ruídos, pessoas, cores, ruas lotadas, a interação da arquitetura com as luzes e volumes me atraem muito."

Para ele, São Paulo figuraria esmagadora em uma aquarela, com grande energia e contrastes. Ele diz que pintaria a cidade com muita força e movimentos. "Seria uma pintura dinâmica, de personalidade", imagina Castagnet.

Nascido em Montevidéu, Uruguai, Castagnet se declara um daqueles cidadãos do mundo. Mesmo assim, mantém um ateliê na capital do país, onde sua família ainda mora.

Desde menino, teve contato com a técnica que considera perfeita, a que dedica tempo integral. "A aquarela tem delicadeza, expressividade e se encaixa à forma com perfeição: ágil, rápida e espontânea, não precisa esperar que a tinta seque. Boa para pintar ao ar livre."

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