Uma nova abordagem para polos geradores

Análise: Renato Boareto

É COORDENADOR DE MOBILIDADE URBANA DO , INSTITUTO DE ENERGIA, MEIO AMBIENTE, O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2011 | 03h03

Estimular políticas públicas de mobilidade urbana baseadas na promoção do transporte coletivo e não motorizado é condição essencial para a solução dos problemas de trânsito das cidades e a promoção da equidade e acessibilidade a todos.

Os Polos Geradores de Tráfego devem ser considerados Polos Geradores de Viagens (PGVs). Ao analisá-los, as prefeituras deveriam se perguntar quais as medidas necessárias para garantir a fluidez do transporte público na região, a promoção do acesso por bicicleta e as melhores condições de segurança a pedestres.

Esta abordagem tem sido difundida pelo mundo e resulta, inclusive, na fixação do número máximo, e não mínimo, de vagas de estacionamento nos empreendimentos, como forma de desestimular o transporte individual.

Reduções de impostos são promovidas para novos prédios de apartamentos sem garagens, em áreas dotadas de sistema de transporte público. Não se trata de banir o automóvel, mas não se parte do pressuposto de que, um dia, todas as pessoas terão um carro e que é necessário uma família investir milhares de reais para acessar as oportunidades que a cidade oferece.

Investimentos nesse sentido configuram instrumentos de gestão da mobilidade urbana. A subordinação dos PGVs a esses objetivos pode contribuir para cidades melhores para se viver.

(IEMA)

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