Uma mulher apanha a cada sete minutos

Oito mulheres são agredidas por hora em São Paulo e registram boletim de ocorrência de lesão corporal nas delegacias do Estado. Nos últimos nove meses, 5.844 mulheres foram agredidas - 62% desses casos foram registrados no interior. Os dados são do mês de setembro e foram divulgados ontem pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. É a primeira vez que os dados de criminalidade contra a mulher foram separados dos índices gerais.

O Estado de S.Paulo

26 Outubro 2011 | 03h02

"Quanto mais detalhadas forem as estatísticas, mais saberemos a respeito do que ocorre no Estado. É positivo que possamos saber o tipo de violência que ocorre contra a mulher para podermos atuar de forma mais precisa", afirma a delegada-geral adjunta, Ana Paula Batista Ramalho.

Comparado ao total de agressões no Estado, as mulheres representam 37% das vítimas. No geral, são casos que envolvem brigas e disputas domésticas com o marido ou companheiro. O segundo crime com maior incidência de casos são as ameaças, que alcançaram 5.769 ocorrências. Logo em seguida vêm calúnia, difamação e injúria, com 1.258 casos. Outro crime envolvendo os conflitos familiares são os casos de maus-tratos, cujos registros chegaram a 56.

Os homicídios, que normalmente estão relacionados a conflitos no universo criminal, os homens continuam sendo as vítimas preferenciais. Em setembro, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, foram assassinadas seis mulheres, o que representa 2% do total de assassinatos no Estado.

Crimes sexuais, como estupro, também fazem parte das estatísticas divulgadas ontem, que atendem ao disposto na Lei Estadual 14.545, sancionada pelo governador Geraldo Alckmin em 14 de setembro.

O Estado de São Paulo tem hoje 129 Delegacias de Defesa da Mulher (DDM). Os dados criminais incluem não apenas as ocorrências registradas pelas DDMs, mas por todos os distritos policiais. / B.P.M. e D.T.

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