Um voo por semana: registros de invasões e deslizamentos

Em 2008, o guarda-parque, ex-funcionário do Parque Estadual da Serra do Mar e piloto de paramotor (paraglider motorizado) Leandro Saadi Sampaio, de 31 anos, havia apresentado à prefeitura de São Sebastião projeto para tirar fotografias aéreas, localizar invasões e acompanhar o trabalho dos fiscais. Custaria R$ 8,5 mil por mês. Mas as autoridades não se interessaram.

Bruno Paes Manso, O Estado de S.Paulo

23 Janeiro 2011 | 00h00

Abraçado pela sociedade civil da cidade, Saadi passou a fazer um voo por semana, frequência que permite fotografar desde o momento em que os bairros estão sendo abertos até a evolução das obras. "Só na quinta-feira, no sobrevoo que fiz, achei mais cinco casas", diz.

Nas tempestades do ano passado, que castigaram principalmente Angra dos Reis, Saadi mapeou os inúmeros deslizamentos que também atingiram São Sebastião, apesar de não terem causado nenhuma morte. "Mas vivemos em um terreno vulnerável. E se chover o mesmo que na região do Rio, o que ocorrerá?"

Um dos deslizamentos de 2010 atingiu o condomínio Mirante do Juquehy, com casas de R$ 3 milhões. O síndico, que pediu para não ter o nome citado, disse que depois disso um geólogo atestou a estabilidade do terreno e foram feitas contenções. "O problema ocorreu por causa de uma obra da Secretaria do Meio Ambiente no topo do morro, com três fossas que desestabilizaram a área."

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.