Um saquê para chamar de seu

Aproveite as dicas da sommelier, que sugere uma bebida para cada ocasião; consumo cresceu 30% no País no ano passado

Valéria França, O Estado de S.Paulo

02 de outubro de 2010 | 00h00

O dia mundial do saquê foi comemorado ontem com uma notícia surpreendente: o consumo da bebida aumentou cerca de 30% no Brasil em 2009. Isso se deve muito à moda das caipirinhas, que usam o destilado como base - e também à chegada de novos rótulos importados. Há quase 70 marcas nas prateleiras. "O problema é que o brasileiro conhece pouco a bebida", diz Alexandre Tatsuya, da Adega de Sake.

"O saquê tem um universo complexo como o do vinho, com classificações, além de categorias específicas que designam qualidade." Até profissionais de bares sofrem com a falta de informação. "Estou começando a conhecer as marcas. Até agora, só usava o Azuma Kirin, a única totalmente feita em território nacional", confessa Souza, o premiado barman do Bar Veloso, na Vila Mariana.

O restaurante Kinoshita, na Vila Nova Conceição, é o único em São Paulo com uma adega e uma sommelier de saquê, que orienta os clientes. Yasmin Yonashiro, de 23 anos, é uma das quatro do País.

Categorias. Aproveitamos para pedir uma dica da profissional para cada ocasião: "No dia a dia, o ideal é o Honjouzou, mais popular e barato", diz a sommelier. Nesse saquê, há adição de álcool no fim do processo e o arroz não é tão puro. Custa entre R$ 20 e R$ 80.

Para dar de presente, a dica é o Guinjo, um saquê premium, que vai de R$ 100 a R$ 200. "Mas, se for para impressionar o chefe, dê um Daiguinjo, ultra-premium." A Adega de Sake tem cursos para grupos pequenos, que custam R$ 150 por pessoa.

CAIPIRINHA DO SOUZA

Ingredientes:

15 jabuticabas com casca

1 colher de sobremesa de açúcar (ou 5 gotas de adoçante).

gelo

70 ml de saquê

Como fazer:

Macere, em um copo long drinque, bem a fruta com o açúcar (ou o adoçante), adicione gelo até a boca do copo, e só então coloque o destilado.

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