''Um pouco de luz favoreceria a arquitetura''

Barry Hannaford, inglês, especialista em iluminação

NATALY COSTA, O Estado de S.Paulo

12 Setembro 2010 | 00h00

Para um inglês nascido em Londres e morando em Dubai há três anos, não é qualquer metrópole que impressiona. Quer ver? "São Paulo nem é tão grande assim", disse Barry Hannaford, que veio à capital para o LED Fórum, evento da Associação Brasileira de Arquitetos de Iluminação. Não que ele tenha achado a cidade exatamente pequena e pacata, mas, para os seus padrões britânicos de frieza urbana, "não é uma metrópole opressora pelo seu tamanho".

Luzes. A primeira coisa notada por Barry, claro, foi a iluminação da cidade - ou melhor, a falta dela. "Os prédios são bem escuros, você não vê muita coisa à noite. É uma pena, porque a arquitetura é muito bonita, mas não temos oportunidade de apreciá-la". Ele acredita que uma boa iluminação favoreceria a cidade turística e comercialmente. "Outras capitais têm aqueles balés de luzes no céu, poderiam fazer o mesmo aqui", sugere.

Maluquice. O trânsito de São Paulo não impressionou o inglês. Mas o jeito como as pessoas dirigem, sim. "Já viu como os motoristas são loucos na China e na Índia? Os daqui são iguais em maluquice!"

Verde. De dia, a impressão foi melhor. "O clima é ótimo, tem muito verde e as pessoas são alegres", observou. "Definitivamente, não é cidade para ver uma vez só."

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