Um olhar para além da área central de SP

Participante de um workshop entre escritórios de arquitetura do Brasil e do exterior para discutir propostas de reconfiguração do espaço urbano paulistano, o cearense Gastão Sales, de 38 anos, diz ser um profissional apaixonado por São Paulo desde a primeira vez em que passou pela capital, em 2003.

O Estado de S.Paulo

16 Outubro 2011 | 03h02

"Na área central, vejo prédios que já foram muito importantes para a cidade. Acredito que, com processos de modernização ou restauro, eles podem voltar a ser."

O olhar de Sales vai além dos limites da região central. Ele guarda também ideias de mudanças para a periferia e para antigos bairros industriais, como a Mooca, na zona leste, e o Brás, no centro.

"Quando olho a periferia, percebo construções uniformes. Um monte de sobrados iguais. É preciso agir para garantir que as expansões da cidade com qualidade não fiquem restritas às áreas centrais", diz. "Na área industrial, o que está construído ali já se esgotou. É a parte que dá mais vontade de trabalhar, porque é um espaço em que há o maior número de oportunidades para mexer sem afetar muitas pessoas."

As propostas discutidas no workshop deram origem a diretrizes urbanísticas para sugerir intervenções arquitetônicas à Prefeitura. Sales deu o seu pitaco. "O ideal seria interligar todas essas cidades dentro da cidade e tornar São Paulo global para todos que vivem nela."

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