Um morre e quatro ficam feridos após ataque a bar no Jaçanã

Grupo foi surpreendido por 2 pessoas em moto, que atiraram e fugiram; crime foi a 4 km de onde cabo foi morto na noite anterior

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

25 de março de 2015 | 08h57

Atualizado às 12h25

SÃO PAULO - Um dia após um policial militar ser assassinado na porta de casa, criminosos abriram fogo contra um grupo de pessoas na frente de um bar na região do Jaçanã, zona norte da capital paulista. Uma das vítimas, Marcos Nunes Pereira Pinto, de 17 anos, chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Outros quatro rapazes - dois deles, irmãos - seguem internados.

De acordo com a Polícia Civil, os jovens estavam jogando dominó na frente do bar, localizado na Travessa Igarapé Primavera, quando foram surpreendidos por dois criminosos em uma motocicleta. Por volta das 22h, os bandidos passaram na frente do estabelecimento e atiraram várias vezes. Os tiros atingiram os cinco rapazes. Além deles, apenas o dono do bar estava no local do crime.

Os criminosos fugiram logo após o ataque e estão foragidos. Aos policiais, o dono do bar relatou que se escondeu atrás do balcão ao ouvir os disparos. Não foi possível ver quem eram os atiradores, nem anotar a placa da moto.

Entre os feridos está um adolescente de 16 anos, além dos irmãos Tiago Santos Pereira, de 22 anos, e Willian Aparecido Santos Pereira, de 20. Uma das vítimas ainda não teve a idade identificada. O grupo foi levado para o Hospital São Luiz Gonzaga, também na zona norte.

O bar fica a cerca de quatro quilômetros de distância de onde o cabo da PM Spencer Willian Ferreira de Almeida, de 44 anos, foi morto com mais de 20 tiros na noite da última segunda-feira, 23. O policial estava chegando em casa, na Rua Caraparu, na região da Vila Gustavo, quando foi surpreendido por quatro criminosos.

Almeida, que trabalhava na Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicleta (Rocam) do 2.º Batalhão de Choque, voltava para o carro, após abrir o portão da garagem. Nesse momento, um Volkswagen Passat, com vidros escuros, emparelhou. De dentro do veículo, os bandidos atiraram várias vezes contra a vítima, atingindo-a no corpo e na cabeça. A PM acredita que o policial tenha sido executado.

Questionado se o ataque na Travessa Igarapé Primavera poderia estar relacionado a uma retaliação pela morte do policial, o delegado Maurício Druziani, titular do 73º Distrito Policial (Jaçanã) afirmou que "nenhuma linha de investigação está descartada".

Por telefone, a Secretaria de Segurança Pública informou que por enquanto não há indícios de participação de policiais no crime e que as investigações serão feitas pelo 73º DP. Caso haja indício, o caso também vai ser investigado pela Corregedoria da Polícia Militar.


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