Um morre e dois são baleados em desocupação em Piracicaba

Guardas municipais foram até o bairro Bosques do Lenheiro, na periferia da cidade, para atender uma ocorrência de suposta invasão de área verde; ao menos dois ônibus foram queimados

Ricardo Brandt, O Estado de S. Paulo

02 de agosto de 2013 | 12h29

Atualizado às 13h19

CAMPINAS - Uma pessoa morreu com um tiro na cabeça e outras duas foram baleadas na noite dessa quinta-feira, 1, durante um confronto entre moradores e a Guarda Municipal em uma ação de desocupação em Piracicaba, no interior de São Paulo.

Os guardas municipais foram até o bairro Bosques do Lenheiro, na periferia da cidade, para atender um comunicado de suposta invasão de área verde. Moradores atearam fogo em pelo menos dois ônibus, durante a ação.

A energia no local foi cortada no começo da noite. Segundo moradores do bairro e familiares de Frederico Alves de Jesus, de 22 anos, o rapaz estava próximo do local onde houve a confusão, quando uma moto o atropelou e depois um guarda, de uma viatura, teria disparado. O tiro atingiu a cabeça.

A família acusa abuso por parte da guarda e diz que ele não tinha armas, nem antecedentes. Para a polícia, os guardas teriam relatado que foram atender um chamado de invasão de área e que não houve excesso. Oficialmente a GM não se pronunciou.

Nesta sexta-feira, 2, os ônibus não circularam na região. As empresas dizem que só vão voltar a trabalhar no bairro quando a Polícia Militar ocupar a área e garantir a segurança dos passageiros, funcionários e veículos.

Segundo a polícia, a energia no bairro foi cortada porque o incêndio de um dos ônibus atingiu a rede. O delegado Emerson Gardenal, disse que os laudos da perícia indicarão se, de fato, o disparo que matou o rapaz partiu de uma arma de uma GM.

No começo da madrugada, uma base da GM, no bairro Santa Terezinha, foi alvo de disparos de arma. Um guarda estava no local, mas não ficou ferido. A polícia também vai apurar relação entre os casos.

Nota. A Guarda Civil de Piracicaba informou, por meio de comunicado, que foi coibir uma invasão de área verde, quando foi recebida com pedras e outros objetos. Foi solicitado reforço e seis carros, seis motos e uma base móvel foram até o local.

Rojões e bombas caseiras teriam sido jogadas pelos moradores contra os oficiais. Quatro viaturas teriam sido atingidas por pedras. Uma guarda teria avistado uma pessoa caída no chão, mas não pôde prestar socorro porque as viaturas estavam sendo apedrejadas.

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