Um mês depois, roubo à Samsung em Campinas permanece sem solução

Nenhum dos 11 possíveis assaltantes foi preso nem parte da carga, recuperada. Polícia mantém sigilo sobre o caso

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

07 Agosto 2014 | 18h51

SOROCABA - Um mês depois que um bando armado invadiu a fábrica da Samsung em Campinas, rendeu uma centena de funcionários e fugiu levando sete carretas carregadas com produtos eletrônicos de alto valor, o crime continua um mistério. Até a tarde desta quinta-feira, 7, nenhum dos autores do mega-assalto havia sido preso nem a carga, recuperada. A polícia vem mantendo sigilo sobre o caso, com o pretexto de preservar as investigações.

O delegado Luís Segantin, do Departamento de Polícia Judiciária do Estado de São Paulo (Deinter 2 - Campinas), admitiu nesta quinta-feira, 7, que os policiais que trabalham no caso se sentem pressionados a apresentar uma solução, mas nada pode ser divulgado. Ele repetiu o que a polícia vem dizendo desde a semana seguinte ao roubo: que as investigações estão avançadas, mas não pode dar detalhes. "Qualquer coisa que anteciparmos sobre o trabalho policial pode favorecer os criminosos", afirmou.

De concreto, a polícia tem as imagens de 11 possíveis assaltantes captadas pelas câmeras do sistema de segurança da fábrica, já que eles não cobriram os rostos. A qualidade das imagens foi melhorada em sistemas de edição, mas apenas três teriam sido identificados. A polícia continua à caça dos homens. A investigação também se concentrou, sem êxito até agora, na localização da carga roubada. Os sete caminhões usados no transporte dos produtos roubados tomaram rumos diferentes. A conclusão dos policiais é de que o material foi dividido em lotes pequenos e pode já ter sido distribuído.

Atuação do bando. A ação, que envolveu a tomada de uma van com funcionários, usada para romper a segurança da portaria, foi planejada por profissionais, segundo o delegado. "Foi um trabalho diferenciado, pois sabiam onde estava o material mais valioso e evitaram tudo o que pudesse ser rastreado." Apesar dos cuidados, os criminosos deixaram pistas que a polícia está usando na tentativa de prendê-los. Mais de 50 pessoas foram ouvidas, entre elas seguranças e funcionários da empresa. Já se sabe que a quadrilha teve informações privilegiadas sobre a rotina na fábrica.

No total, foram levados 34,6 mil itens entre tablets, smartphones e notebooks, causando à Samsung um prejuízo de R$ 20 milhões. O roubo é considerado um dos maiores contra fábricas no Estado de São Paulo. Procurada, a Samsung não se manifestou sobre o caso. 

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