Um grito, três cenas paulistanas

Setembro é mês de lembrar o episódio histórico brasileiro que projetou o bairro do Ipiranga, no qual d. Pedro I declarou a Independência, na memória nacional. É tempo também de rever o local, que hoje abriga parque e museu, retratado no século 19 em três momentos distintos. Em 1823, um ano após a famosa passagem do imperador, o inglês Edmund Pink pintou o primeiro retrato do local. Em 1847, 25 anos após o grito, Miguel Dutra mostrou a paisagem do acontecimento. A mais conhecida tradução do 7 de Setembro, na versão de Pedro Américo, no entanto, só foi desenhada em 1888. A arte perpetuou o grito real e a oitocentista paisagem do Ipiranga.

, O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2010 | 00h00

Waldomiro, um naïf paulistano

O baiano-paulistano Waldomiro de Deus, pintor que expõe no Espaço Cultural BMF&Bovespa (Praça Antonio Prado, 48, centro, próximo da Estação São Bento do Metrô), é daqueles migrantes típicos brasileiros. Chegou a São Paulo aos 14 anos num pau de arara, lutou pela sobrevivência como engraxate e jardineiro, e foi virando a própria existência para o lado da arte aos 17 anos. Pintou em cartolina, vendeu quadros nas ruas e tornou-se artista com exposições em diversos países. Quem quiser conhecer a expressão artística de Waldomiro de Deus ainda terá uma semana para ver suas obras na Bovespa. A entrada é franca.

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