Um grande revés para a memória cultural da cidade

Caso o tombamento não seja aprovado, o Belas Artes terá mesmo dado seu último suspiro. A cidade terá então perdido uma de suas maiores referências cinematográficas, em que pesem as deficiências técnicas das salas, apontadas por puristas. Não que faltem salas "de arte" na cidade. Mas o Belas Artes era um dos últimos exemplares dessa espécie em extinção - o cinema de rua que, ainda por cima, programava filmes muito bons. Além disso, o fechamento não se mede apenas pelo prejuízo imediato na oferta cinematográfica. Só idiotas da objetividade pensam assim. Trata-se da própria memória afetivo-cultural da cidade que sofre mais um revés. Se existe um patrimônio imaterial, essa memória é o maior deles.

Luiz Zanin Oricchio, O Estado de S.Paulo

18 Março 2011 | 00h00

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.