Um dia após tiroteio, governador do Rio anuncia novas UPPs

Santa Teresa, no centro, e Estácio, na zona norte, foram escolhidos para receber as próximas[br]unidades do programa

Pedro Dantas, O Estado de S.Paulo

26 Janeiro 2011 | 00h00

Um dia após a fachada da prefeitura do Rio ter sido atingida por tiros disparados por traficantes, o governador Sérgio Cabral (PMDB) anunciou que até o fim do ano o Complexo do São Carlos, no Estácio (zona norte), e todas as favelas de Santa Teresa, bairro turístico do centro carioca, estarão ocupados por policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

Cabral reconheceu que os tiros contra a sede administrativa da prefeitura e o helicóptero da TV Globo foram uma retaliação contra uma operação da Polícia Civil nas favelas, na manhã de anteontem.

"Foi uma reação, mas tem prazo para terminar", disse o governador do Rio. "Ali está mais que demonstrado que precisa de UPP. A operação de ontem foi planejada para o processo de pacificação. Isso acontecerá em breve."

O governador afirmou que as operações nos morros cariocas serão frequentes e vão preparar terreno para a ocupação das favelas pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), que sempre precede a ocupação definitiva pela UPP.

O anúncio da criação de novas UPPs foi feito após a inauguração da agência do Banco do Brasil no Morro do Adeus, no Complexo do Alemão. Esperado para o evento, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) não apareceu.

Tenente. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou que o tenente acusado de roubar o ar-condicionado de uma casa no Morro das Palmeiras, no Complexo do Alemão, já foi afastado e foi aberta uma sindicância para apurar o caso.

Vinte e três policiais militares que faziam patrulhamento das favelas da área também foram afastados de seus cargos, a pedido do Exército. "Vamos verificar o nível da participação dos demais. O Exército é intransigente nesse tipo de situação", disse o ministro da Defesa.

No sábado, os militares que faziam patrulhamento na Vila Cruzeiro, na Penha, encontraram o corpo de Jonathan de Souza Cavalcante, de 21 anos. Ele foi morto a facadas em suposta represália do tráfico de drogas.

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