Um caminhão foi multado a cada 45s em 2 dias de restrições

Secretário de Transportes afirma que fiscalização não será afrouxada em agosto, quando recomeçam as aulas

Naiana Oscar, do Jornal da Tarde,

01 de julho de 2008 | 23h51

A cada 45 segundos um caminhoneiro foi multado por um agente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) nos 100 km² da zona paulistana de restrição de caminhões. Nas primeiras 28 horas de fiscalização, considerando o balanço divulgado até as 17 horas desta terça-feira, 1º, houve 2.237 autuações (1.074 apenas na terça). Mas o medo de cometer infrações parou quase totalmente as obras da Linha 4-Amarela do Metrô.  Veja também:Saiba como o rodízio funciona Entenda como o trânsito fez São Paulo parar   O consórcio Via Amarela alegou ter sido informado por funcionários da Prefeitura de que seus veículos não poderiam circular. Caminhões com concreto, aço, andaimes e outros materiais não chegaram às 25 frentes de escavação. "A obra foi duramente prejudicada pelas medidas", afirmou, na manhã desta terça, o diretor da companhia, Márcio Pellegrini. À tarde, depois do esclarecimento de que os veículos poderiam trafegar em horários especiais, os trabalhos foram retomados. A Secretaria Municipal de Transportes informou que estuda uma forma de inserir os veículos que prestam serviço para a expansão férrea entre as excepcionalidades da legislação, por causa da importância da obra. Os condutores de veículos de grande porte podem ser punidos por trafegar em local e horário proibidos com multa de R$ 85,13 - e levam 4 pontos na carteira. A penalidade pode ser aplicada a cada duas horas, se o motorista insistir em circular pela área restrita. No fim desse período, ele terá acumulado 32 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e uma multa de R$ 621,04 - o que significa perder o documento. Se esse mesmo motorista tiver infringido o rodízio municipal de veículos, será punido de novo. Nesta terça, o secretário municipal de Transportes, Alexandre de Moraes, informou que a fiscalização não será afrouxada nem quando o fluxo de veículos aumentar, em agosto, na volta das férias escolares de meio de ano. "Nós já estamos providenciando a contratação de mais 60 radares, que vão auxiliar nessa fiscalização. Estamos encerrando a licitação e pretendemos já até setembro assinar o contrato. A colocação desse aparelhos vai ‘privilegiar’ essa área dos caminhões, de 100 km²." Quanto à reunião marcada para esta quarta-feira, 2, com entidades de caminhoneiros, ele adiantou que não haverá concessões. "Não há negociação em relação ao decreto até porque, durante três ou quatro meses, nós ouvimos todos os segmentos que procuraram a secretaria. Agora, as pessoas não podem confundir o ser ouvido com o ser atendido." O trânsito, nesta terça, já não fluiu tão bem quanto no primeiro dia das medidas de restrição a caminhões. Às 15 horas, a CET registrou 69 km de congestionamento, ante os 31 km de segunda-feira, no mesmo horário. A Secretaria Municipal de Transportes culpou os cerca de 20 acidentes que atrapalharam o trânsito. (Colaborou Marcela Spinosa, do Jornal da Tarde.)

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