Um ''ancião'' de ritmos uruguaios

Fernando Cabrera, músico, ficou impressionado com o Copan e a Paulista

Felipe Frazão, O Estado de S.Paulo

17 Julho 2011 | 00h00

Ele jura que tem três idades: a registrada pelo nascimento, 54 anos, e a que os amigos dizem, 50 ou 51. "A verdadeira, a vivencial, a que eu sinto são 183 anos", conta o uruguaio Fernando Cabrera. Em todo esse "tempo de vida", pôde acumular o conhecimento harmônico de quem é um dos expoentes da música sul-americana, capaz de misturar ritmos uruguaios e brasileiros. "Uma música paulistana minha seria um samba com instrumentos elétricos (com o timbre do blues) e a força e a raça rio-platenses. Também teria o fraseio rio-platense. A letra seria a mais poética que eu fosse capaz de fazer."

Cabrera e outro "forasteiro", o carioca Pedro Luís, do Monobloco, apresentaram-se no Centro Cultural Banco do Brasil, na última terça-feira, por ocasião do projeto de música latina Soy loco por ti América. Ele ainda não decifrou a reação de quem foi ao show: "O público chorou. Não sei se de emoção ou por espanto."

Em sua segunda visita a São Paulo, Cabrera chegou à conclusão do que o cativou na cidade - apesar de achar impossível compará-la com Montevidéu e ser incapaz de descrevê-la sem viver por aqui: "Fiquei impressionado com a forma com que a cidade se ajusta na topografia. O que mais gostei foi o (Edifício) Copan e a (Avenida) Paulista, que é um verdadeiro museu vivo da arquitetura brasileira contemporânea."

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