Tutty Vasques, O Estado de S.Paulo

02 de agosto de 2011 | 00h00

Precisou Leo Martins desenhar na seção "Sinais particulares" de ontem na página 2 do Estado para eu me dar conta do fenômeno que fez Ronaldinho Gaúcho voltar a ser Ronaldinho Gaúcho no Flamengo: ele está, de novo, se lembrando de tudo! A arte de driblar, chutar, centrar, segurar a bola, iludir o adversário, jogar pra galera, de repente tudo voltou a funcionar em campo do jeito que todos lembram muito bem.

A amnésia em craques brasileiros é, hoje em dia, mais comum do que distensão muscular. Todo torcedor tem na conta de seu time pelo menos um cara bom de bola que esqueceu completamente o que sabe fazer com os pés além de embaixadinhas e outras práticas circenses. Em alguns casos, o futebol vira uma vaga lembrança, um lance espasmódico que realimenta a expectativa de cura em campo e sucessivas frustrações nas arquibancadas.

Não à toa, a torcida do Flamengo tem comemorado como um título a volta do futebol do bom e velho Ronaldinho Gaúcho. Tem mais de aproveitar! Quem garante que nas próximas rodadas do campeonato ele não vai esquecer tudo de novo? Para quem gosta de futebol, como dizia Vinicius sobre Garrincha, "que seja eterno enquanto dure"!

Lava-rápido

Dá para acreditar que a TV Record possa faturar em multas contratuais algo em torno de R$ 50 milhões por conta da volta de José Luiz Datena para a Band? Não à toa, tem gente da Receita Federal rastreando o troca-troca de apresentador entre as emissoras.

Na ponta da língua

O que é mais lindo no novo disco do Chico? O delicioso verso "e aí, larari, lairiri, laralá, larili", da canção Se eu soubesse, ou aquele genial "ierieri, ierieri, ierieri, ieriererê", de Sinhá?

Boletim médico

GP de Fórmula 1 da Hungria confirma: a situação do automobilismo brasileiro é estável! Massa termina sempre em 5.º ou 6.º, Rubinho em 13.º ou 14.º.

Peralá!

Amigos do presidente Ollanta Humala tentam demovê-lo da ideia maluca de decepar o dedo mindinho da mão esquerda. Sua obsessão em ser o Lula do Peru tá indo longe demais.

Maldição da isenção

É cedo ainda para dar ouvidos a superstições, mas já tem torcedor do Corinthians por aí cismado que o Timão começou a perder no Brasileirão depois que a Prefeitura concedeu aquela isenção fiscal para a construção do Itaquerão. A conferir!

Será o Benedito?

Por que diabos Aécio Neves desconversa sempre que alguém puxa o assunto do voto do ministro Nelson Jobim em José Serra? Já há quem desconfie que o senador votou na Dilma em 2010. Só se falava disso ontem na volta do recesso no Congresso.

Estigma

Agosto já começou com o desgosto da volta dos engarrafamentos nas grandes cidades brasileiras.

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