Tutty Humor

Mano não crê em bruxas

Tutty Vasques, O Estado de S.Paulo

19 Julho 2011 | 00h00

Certas coisas em futebol não têm explicação! Quando a bola cisma em contrariar a lógica das trajetórias, melhor não buscar razão para a derrota dentro de campo. Diante do imponderável, Nelson Rodrigues evocava o "Sobrenatural de Almeida", entidade esotérica a quem o cronista creditava a responsabilidade pelos lances inacreditáveis que selavam os momentos mais dramáticos de seu time.

Mano Menezes perdeu ótima oportunidade de convocar o personagem rodriguiano na entrevista coletiva que deu em seguida ao grande vexame da seleção brasileira no estádio de La Plata. Quatro pênaltis cobrados em sequência daquela maneira, francamente, só pode ser coisa do "Sobrenatural".

Mas o técnico preferiu culpar a grama alta no local da cobrança pelo fiasco que eliminou o Brasil da Copa América, sem explicar por que o desnível do piso em volta da marca de cal não afetou o pé de apoio dos adversários.

Com menos chances de errar, tem torcedor achando que o problema é de grana - e não de grama - alta no bolso dos jogadores. Particularmente, prefiro acreditar em bruxas.

E bola pra frente!

A grama é inocente

Se fosse o Zeca Pagodinho que na hora do pênalti perdesse o pé de apoio, diriam que a culpa é da Brahma.

Revisão geral

Em São Paulo esta semana para aumentar o bumbum, Gretchen vai aproveitar sua estada na cidade para diminuir a barriga e turbinar os seios. Depois, sai com amigos para comemorar a marca de 13 cirurgias plásticas a que sobreviveu. Não é para qualquer uma, não!

Menos mal

Robinho saiu de campo aliviado após o vexame da seleção no estádio de La Plata. Se o paraguaio Rivero errasse a cobrança que eliminou o Brasil, sobraria para ele a tarefa de bater pra fora o quinto pênalti.

Pura lenda

Foi por água abaixo a sensação que todo carioca vinha tendo de que "o que vem de baixo não me atinge": uma pessoa ficou ferida ontem de manhã em Botafogo, vítima de mais uma tampa de bueiro que foi pelos ares no Rio.

Bom companheiro

A festa em Bangu 8 não tem data para terminar! Toda vez que Salvatore Cacciola chega perto do livramento condicional, a cadeia vive noites memoráveis de bota-fora. Tem companheiro de cela que já até torce para que alguma coisa dê errado na expedição do alvará de soltura.

Deu no que deu

Dnit é sigla do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, mas, no jargão interno do Ministério, virou corruptela de "Deu nisto" que aí está!

Polarização

Em contraposição ao "Tea Party", os democratas americanos lançaram o "Tequila Party". Isso quer dizer o seguinte: os EUA estão mais ou menos divididos entre bêbados e conservadores.

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