Tutty Humor

Chulé & futebol

Tutty Vasques, O Estado de S.Paulo

05 Julho 2011 | 00h00

É dura a vida de publicitário! O cara vira noites a fio quebrando a cabeça para ser criativo em propaganda viral de spray contra chulé e, na hora H, o dono dos pés "mais famosos do mundo", contratado para estrelar o comercial, não vê nem a cor da bola em campo.

A campanha "O que o Neymar viu?" - charada proposta sobre o olhar enigmático do jogador em cena de supermercado - estreou mal na Copa América. O time que empatou com a Venezuela não cheira nem fede, mas nem por isso deixa de ser desagradável!

Ainda não inventaram nada que dê jeito no futebol chulé da seleção. "Chulé", aí no caso, é adjetivo próprio de má qualidade, barato e ordinário, nada que se possa resolver com aerossol no vestiário.

Mudanças de técnico ou de camisa 10 também não têm se mostrado eficazes na solução do problema que aflige torcedores, jogadores e jornalistas, indistintamente.

Há quanto tempo ninguém se diverte em partidas da seleção? A sensação deve ser ainda pior dentro de campo, mas nada se compara à frustração do publicitário que lançou a campanha "O que o Neymar viu?", imaginando que estaríamos todos vendo coisa melhor a essa altura do campeonato.

DNA bolivariano

Nas últimas fotos de Hugo Chávez tiradas em Cuba com a família, deu pra ver direitinho que as filhas do presidente venezuelano não são exatamente a cara do pai, mas são peitudas que nem ele!

"Soy capitán!"

Chávez teve bons motivos para voltar de surpresa a Caracas logo após o empate com o Brasil na Copa América. Ficou preocupado com o bom resultado da Venezuela na sua ausência.

Dois pesos

César Cielo tem crédito na praça! Imagina se fosse o Adriano que, pego em exame antidoping, botasse a culpa numa farmácia de manipulação de sua comunidade (no caso do nadador, Santa Bárbara d"Oeste)!

Essa não!

Destacar o suplente Zezé Perrella como parte do legado político deixado por Itamar Franco, francamente, é muita falta de respeito com o falecido, né não?

Gente fina outra vez

O bota-fora de Dominique Strauss-Kahn em Nova York não tem data para terminar. Os melhores restaurantes de Manhattan já disputam a preferência do ex-diretor-gerente do FMI, que ainda não pode sair da cidade.

Insaciável

Abílio Diniz só pensa naquilo: fusão. Dia e noite! Madrugada dessas, a vizinhança quase chamou a polícia.

Segredos eternos

Transcorridos quase dois meses da queda, como vão as buscas pela caixa preta do ex-ministro Antonio Palocci?

Procura-se

O Brasil é mesmo um país sem memória! Ninguém se pergunta mais nem cadê o Plínio de Arruda Sampaio, caramba!

Páreo duro

Pelé e Maradona estão, enfim, de acordo: é cedo ainda para se destacar qual a pior seleção da Copa América?

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.