Tutty Vasques, O Estado de S.Paulo

08 de junho de 2011 | 00h00

A expressão tem significado universal, com pequenas variações idiomáticas na construção do sentido jurídico comum a todas as línguas: "branqueamento de capitais" em Portugal, "money laundering" nos EUA, "lavado de ativos" na Colômbia, "geldwach" na Alemanha, "riciclaggio di denaro" na Itália, "blanchiment d"argent" na França... Em todo canto, enfim, a prática criminosa de transformar dinheiro sujo em dinheiro limpo tem designação de placa de propaganda de tinturaria.

O Brasil é, a rigor, o primeiro país do mundo a transformar "lavagem de dinheiro", de metáfora, em atividade literal.

O crime organizado de São Paulo desenvolveu em um muquifo da zona leste da capital know-how de remoção de manchas cor-de-rosa em notas roubadas de caixas eletrônicos. A cédula tingida fica sem vestígios da coloração antifurto depois de ser lavada em solventes de fórmula ainda desconhecida da polícia.

A descoberta pode atrair para o País dinheiro sujo da Inglaterra, dos EUA e do Canadá, mercados que detêm a mesma tecnologia de segurança, aparentemente garantida pela falta de expertise da bandidagem local. Nisso, convenhamos, eles ainda têm muito que aprender com a gente.

Camareira irresistível

Como é que a defesa de Dominique Strauss-Kahn não pensou nisso antes: a TV Globo exibiu ontem na sessão da tarde o filme Encontro de Amor, que conta a história de um político famoso que vive romance com a camareira de um luxuoso hotel em Nova York. O ex-diretor do FMI pode muito bem alegar que por um instante confundiu a moça que arrumava seu quarto com a estonteante Jennifer Lopez, protagonista do longa-metragem em questão.

Bando de loucos

Bombeiros em greve no Rio mantêm o movimento com uma pegada de torcida organizada. Repara só! Os caras cantam, pulam e apanham da polícia - não necessariamente nesta ordem - o tempo todo.

Aquilo arrebitado

Uma coisa chama a atenção, de cara, na nova chefe da Casa Civil do governo: tomara que o narizinho em pé da ministra Gleisi Hoffmann seja só um detalhe do design de seu rosto. Do ponto de vista estético, diga-se de passagem, ela dá de 10 no Palocci.

Carona fenomenal

Antonio Palocci podia ter esperado até hoje para deixar o governo. Ontem, francamente, era dia de despedida do Ronaldo.

Pepinoafetividade

A legumefobia na Europa já fez pelo menos duas vítimas: os pepinos espanhóis e os brotos vegetais alemães, embora inocentados de responsabilidade no surto da bactéria E. coli, vão levar algum tempo para se livrar do preconceito do consumidor nas feiras livres.

Chumbo grosso

Derrotada nas urnas, a conservadora Keiko Fujimori prometeu fazer "oposição sólida" no Peru. Contanto que depois não a jogue no ventilador, tudo bem, né?

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