Tutty Humor

Higienópolis, Leblon

Tutty Vasques, O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2011 | 00h00

Não importa que, pelos cálculos da ONU-Habitat, vá demorar ainda uns 50 anos até que Rio e São Paulo se encontrem numa só megacidade de 43 milhões de habitantes. Quando enfim acontecer, o ideal em matéria de transporte público para os moradores de Higienópolis e do Leblon será uma única linha expressa de Metrô ligando os dois bairros, sem escalas no trajeto ou ramificações em seus terminais. Até lá, ninguém - de um lado e de outro - faz questão de ter estação de trens perto de casa.

Quem viver, verá: no dia em que um trem-bala subterrâneo aproximar essas duas ilhas de excelência do bem-viver no Brasil, vai ter morador do Leblon passando o domingo de Sol em Higienópolis só para não cruzar com aquela "gente diferenciada" que vai à praia aos domingos. Ipanema, comenta-se na vizinhança, já teria perdido inteiramente a privacidade depois da chegada do Metrô ao bairro.

A ponto de, hoje, o Leblon ter mais a ver com Higienópolis, e não só pela resistência de seus moradores à parada de trens que trafeguem em seus subterrâneos. Quando estiverem dividindo as mesmas butiques, restaurantes e calçadas vão se dar super bem, quer apostar?

Menino de ouro

Ao assumir a paternidade da filha que vai nascer em novembro, sem esperar sequer o tira-teima por DNA, Neymar já pode dizer que é, de certa forma, melhor que Pelé.

Espetáculo à parte

Quem visita as obras do Maracanã fica na maior dúvida: o que se vê lá dentro é construção ou ruína? O estádio está cada vez mais parecido com o Coliseu de Roma.

Cúmplice

O deputado Aldo Rebelo confessou na tribuna da Câmara que, como líder do governo em 2010, conseguiu barrar no Congresso a convocação do marido de Marina Silva para depor sobre seu suposto envolvimento em crime de contrabando de madeira. É o que, na Justiça comum, o Ministério Público chama de "obstruir investigação" quando autoriza a prisão preventiva de alguém.

Até que enfim!

O problema de desvio de dinheiro público no Maranhão está com as horas contadas. A Polícia Federal caça há 2 dias no Estado o prefeito de São João do Paraíso, Raimundo Galdino Leite.

Peralá!

Uma coisa não tem nada a ver com a outra: o flagrante que Aécio Neves tomou em blitz da lei seca no Leblon não teve qualquer influência no novo posicionamento do senador mineiro contra as pretensões do Rio na divisão dos royalties do petróleo. E não se fala mais nisso, ok?

Pra quem pode

O ingresso mais barato para o jogo de despedida de Ronaldo Fenômeno da Seleção Brasileira - contra a Romênia, no Pacaembu - vai custar R$ 140. Ou seja, o pessoal de Higienópolis pode ir sem risco de cruzar com aquela "gente diferenciada" - ô, raça! - no estádio.

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