Tutty Humor

Pau pra toda obra

Tutty Vasques, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2011 | 00h00

Existem pelo menos duas maneiras de se fazer uma obra pública neste mundo! A reforma do Teatro Bolshoi, por exemplo, está quase pronta em Moscou após 6 anos de uma roubalheira estimada pelos russos em US$ 660 milhões. Em compensação, a linha do trem-bala japonês entre Tóquio e Sendai foi inteiramente recuperada e devolvida ao tráfego na segunda-feira passada, 45 dias após os graves estragos provocados ao longo dos 200 km da ferrovia pelo terremoto seguido de tsunami de 11 de março.

Já o estádio do Corinthians, previsto para ser a sede da abertura da Copa do Mundo de 2014, em Itaquera, segue firme na fase do bate-boca entre autoridades sobre o que ainda não foi feito, ou seja, tudo. Isso quer dizer o seguinte: o Brasil pode estar inaugurando uma nova era em matéria de grandes empreendimentos governamentais. O "não rouba nem faz" já é filosofia corrente na atual gestão da coisa pública, taí o projeto do trem-bala Rio-São Paulo-Campinas que não me deixa mentir.

Não é nada, não é nada, talvez seja mais barato não fazer o Itaquerão do que demolir o Maracanã aos poucos, né não?

Mal comparando

Uma coisa não entra na cabeça do Tiririca: se o Mr. Bean foi convidado para o casamento do príncipe William, qual é o problema de chamar dois humoristas amigos para seu gabinete parlamentar?

Todos os fogos

Se é mesmo verdade que a primeira-dama Carla Bruni está grávida, como revelou a revista francesa Closer, enfim um bom motivo pro Sarkozy soltar foguete pra todo lado.

Tratamento monitorado

Adriano ainda não sabe, mas parece que o Corinthians aproveitou a operação do tendão de Aquiles de seu pé esquerdo para embutir uma tornozeleira eletrônica no calcanhar do Imperador. Será o Benedito?

Velha história

O Brasil é o único país do mundo onde prostituta se apaixona, cafetão tem ciúme, traficante se vicia e diretora-geral da Polícia Rodoviária Federal perde a carteira de habilitação por excesso de velocidade e estacionamento proibido. Pode?

Prova dos nove

Se é mesmo, como atesta o ranking da revista Time, uma das cem personalidades mais influentes do mundo, a presidente Dilma bem que poderia convencer o ministro Edison Lobão a trocar aquela tintura do cabelo, caramba!

Coisa feia

Não tem, salvo engano que costumo cometer aos montes, nenhum Orleans e Bragança entre os convidados do casamento de William e Kate. Tremenda descortesia com a família real brasileira, né não?

Irritadinho

Roberto Requião devia procurar um jornalista do tamanho dele pra brigar: o Arnaldo Jabor, por exemplo, o senador não é homem de encarar!

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