Turistas aproveitam sol e calor no litoral norte

Depois das chuvas e quedas de barreiras há duas semanas, tempo bom surpreende quem foi passar o feriado prolongado nas praias

WILLIAM CARDOSO, ENVIADO ESPECIAL, LITORAL NORTE, O Estado de S.Paulo

31 Março 2013 | 02h06

Um choque térmico. Foi isso o que sentiu o turista que deixou a garoa e temperatura amena de São Paulo em direção ao litoral norte. Em Maresias, com sol forte e 27ºC, quem superou as desconfianças em relação ao mau tempo e foi à praia conseguiu aproveitar bem o feriado. Muitos turistas cancelaram as reservas e os hotéis só lotaram na última hora, algo fora do comum durante a Páscoa.

Há duas semanas, uma chuva forte provocou alagamentos, quedas de barreira na Rodovia Rio-Santos e ameaçou o feriado de muita gente que pretendia curtir a praia. Ainda ontem, operários trabalhavam nos trechos de serra, principalmente entre Boiçucanga e Maresias, consertando os estragos provocados pelo temporal.

A assistente comercial Bruna Vicente, de 24 anos, aproveitou a manhã ensolarada para entrar no mar e se bronzear na areia quentinha, com o engenheiro Fred Cardoso, de 28 anos. "Ontem à noite, estava garoando um pouco, mas saí para jantar e nem atrapalhou tanto. Fiquei com um pouco de medo da chuva, mas mesmo assim decidi vir para cá. Valeu a pena."

O tempo fechado em São Paulo quase fez desistir quem já estava com tudo pronto para descer a serra no meio do feriado. "Já tinha arrumado todas as coisas, mas a gente quase não veio por causa da garoa e do frio. Foi bom encontrar o sol aqui", disse o líder de logística Luciano Ramos, de 31 anos.

As cenas de destruição assustaram também quem tinha feito reserva há mais de um mês. "A moça disse que aqui só estava chovendo. Fiquei com medo e até entrei no Google para ver se tinha algum morro perto do hotel. Mas demos sorte, e pegamos só um pouquinho de chuva na quinta e ontem (sexta-feira)", disse a jornalista Joice Marques, de 25 anos, que mora na também muito quente Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

Negócios. A representante comercial Silvia Menezes, de 38 anos, moradora de Moema, na zona sul de São Paulo, ficou em dúvida se encararia a serra em direção ao litoral. "Até cogitei não descer, com medo de que chovesse e a estrada ficasse interditada. Meu pai tem um hotel aqui e muita gente cancelou as reservas", disse. Ela conta que, normalmente, as vagas para a Páscoa se esgotam logo depois do feriado de carnaval. Neste ano, porém, por causa dos cancelamentos, na quinta-feira ainda havia 30% dos quartos vazios.

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