Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Turistas antecipam retorno do litoral para São Paulo

Mudança do tempo e medo de congestionamento fazem motoristas deixarem a praia, provocando lentidão nas principais estradas

Fabiana Cambricoli - Atualizado às 21h27,

16 Novembro 2013 | 17h25

Com medo de enfrentar mais um dia de caos nas estradas, como aconteceu na saída para o feriado, muitos turistas preferiram voltar nesse sábado, 16, mesmo do litoral para capital paulista. Já no meio da tarde, as Rodovias Imigrantes, Anchieta e Cônego Domênico Rangoni registraram congestionamento e tráfego intenso. O movimento fez com que concessionária Ecovias antecipasse a operação subida para as 17 horas - quatro horas antes do previsto.

De acordo com a concessionária Ecovias, 9.092 veículos subiram a serra das 18h às 19 h. No Guarujá, na Baixada Santista, os congestionamentos começavam dentro da cidade, já nas vias que dão acesso à Cônego Rangoni. No fim da tarde, motoristas levavam cerca de duas horas apenas para chegar na Rodovia Imigrantes - um trajeto feito em menos de 30 minutos em dias de tráfego normal. A rodovia teve 28 km de filas.

A Ecovias também registrou congestionamento na Imigrantes, cujas condições melhoraram após o início da operação subida. A via esteve parada ao longo de 5 km, A Padre Manoel da Nóbrega também esteve congestionada por 8 km no sentido capital. Nesse sábado, a Anchieta apresentava as melhores condições.

Além do medo de trânsito pesado, o tempo também influenciou a decisão do turista de deixar o litoral, segundo a Ecovias. À tarde, choveu nas praias da Baixada Santista. Depois de ficar por horas em congestionamentos nas estradas na ida, os turistas que escolheram passar o feriado no litoral ainda enfrentaram longas filas no comércio, falta de lugar para estacionar e trânsito intenso no deslocamento entre as praias.

Teve gente que ficou mais de 20 minutos na fila para comprar pão no Guarujá. Durante toda a manhã, a Avenida General Rondon, na orla da Praia de Pitangueiras, ficou congestionada. Encontrar uma vaga para estacionar na rua era missão quase impossível. Em estacionamentos próximos da praia, a diária custava R$ 50.

"Está valendo a pena ter enfrentado o trânsito porque o tempo está bom, mas só por isso. Esperei 20 minutos para conseguir uma mesa na padaria de manhã e outros 20 minutos na fila do mercado para comprar uma água para o meu filho", disse a publicitária Anna Luisa Tonini Ferraz, de 26 anos. Moradora da capital, ela já programava a viagem de volta para sábado.

A situação era complicada também nos restaurantes, com filas na calçada. "Na sexta, já tínhamos esperado 30 minutos para conseguir uma mesa e agora também pegamos fila", disse o vendedor Júnior Gomes, de 41 anos.

Comércio. Quem não reclamou do movimento foram os comerciantes e ambulantes. "Essa é a primeira vez no segundo semestre que estou vendendo bem. Nos outros feriados, além do tempo nublado, não teve a emenda. Teve muito feriado no sábado neste ano e, quando é assim, não é todo mundo que viaja", afirmou o sorveteiro Eduardo Silva, de 24 anos.

Na barraca da comerciante Maria Bispo, de 63 anos, em Pitangueiras, as 150 cadeiras disponíveis já haviam sido ocupadas por clientes antes das 11h. Em Santos também havia filas, praias lotadas e preços altos. Nos quiosques da orla, o coco gelado era vendido a R$ 3.

Os motoristas que quiserem fugir dos longos congestionamentos para retornar à capital devem pegar a estrada neste domingo, 17, antes do meio-dia. / COLABORARAM ADRIANA FERRAZ, LUCIANA MAGALHÃES, REGINALDO PUPO e ZULEIDE DE BARROS, ESPECIAL PARA O ESTADO

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