Turista tem de ser explorador

A capital paulista, diferentemente de outras cidades com apelo turístico evidente, precisa ser descoberta com vontade de explorador, e passear a pé é certamente a melhor forma de conhecê-la. Andar permite sentir a pulsação cotidiana da metrópole e a criatividade cultural expressa, por exemplo, nos grafites incrustados em muros dos mais variados bairros. Permite perceber a topografia, os vestígios históricos, as marcas de infraestrutura, os monumentos e os aspectos bizarros da justaposição e misturas infinitas que caracterizam São Paulo. Implica também desacelerar o ritmo, valorizar o olhar, respeitar a diversidade social e étnica, desautomatizar percursos diários e abrir-se a visões e encontros imprevistos, o que nos torna mais tolerantes e cidadãos.

Análise: Roney Cytrynowicz, O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2010 | 00h00

RONEY CYTRYNOWICZ É HISTORIADOR E ORGANIZADOR DE "DEZ ROTEIROS HISTÓRICOS A PÉ EM SÃO PAULO" E DA COLEÇÃO DE GUIAS A PÉ DA EDITORA NARRATIVA UM

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