Turista sofre para obter informações em aeroportos

Centrais de Informação Turística de Cumbica fecham em horário de pico; SP Turis promete inaugurar espaço em Congonhas

Nataly Costa - O Estado de S. Paulo,

11 de agosto de 2012 | 20h09

SÃO PAULO - São Paulo recebeu 12,1 milhões de visitantes no ano passado e a previsão é de que esse número chegue a 15 milhões em 2014, segundo estimativas da São Paulo Turismo (SPTuris). Os turistas, porém, contam com uma infraestrutura pouco eficiente ou nula para recebê-los, justamente nas principais portas de entrada: os Aeroportos de Cumbica, em Guarulhos, e Congonhas, na zona sul da capital.

A reportagem do Estado esteve em Cumbica em diferentes dias e horários durante a semana passada e constatou que as Centrais de Informações Turísticas (CIT) dos Terminais 1 e 2 funcionam de maneira intermitente: abrem fora do horário e fecham diversas vezes ao longo do dia.

Na sexta-feira, dia 3, às 8h50, com o desembarque lotado de passageiros principalmente de voos internacionais, a CIT do Terminal 1 estava fechada. Permaneceu assim até quase 10h. O horário de funcionamento deveria ser das 6h às 22h diariamente.

Na quarta-feira de manhã, nenhuma das centrais estava aberta às 6h. "Ah, eles chegam lá para as 7h30", informou o funcionário de uma lanchonete próxima. Às 7h55, chegou uma funcionária na CIT do Terminal 1, ligou a luz e saiu, deixando uma placa de "volto logo". Foi abrir a central do Terminal 2, que também permanecia fechada.

Um dia antes, na terça, às 17h, a mesma placa de "volto logo" na CIT do Terminal 1 estava acompanhada de outra: "Estamos atendendo no Terminal 2". A caminhada entre terminais era muito longa para o aposentado Maurício de Vasconcelos, de 71 anos. "Ouvi falar da exposição de um museu francês em São Paulo e queria o endereço. Você acha que eu vou lá no outro terminal pedir informação? ", perguntou ele, que viajou de Porto Alegre para uma consulta médica em São Paulo e pensava em "esticar uns dias" na cidade.

Nem Cumbica nem Congonhas. Recém-chegada de Salvador naquela manhã de sexta, a farmacêutica baiana Naize Silva, de 40 anos, encontrou a luz apagada e ninguém para atendê-la na CIT do Terminal 1. "Que coisa, né? Em São Paulo, a maior cidade, o maior aeroporto. Eu queria um mapa. Vou pegar um ônibus agora para Congonhas, quem sabe eu consigo lá", disse.

Não deu certo. Naize continuou sem mapa porque o Aeroporto de Congonhas não tem Central de Informação Turística. No mês passado, o presidente da SPTuris, Marcelo Rehder, em palestra para o setor de eventos, afirmou que uma CIT deve ser inaugurada em Congonhas ainda neste ano.

Além de funcionarem mal, as centrais de Cumbica ficam escondidas atrás de escadas rolantes em espaços minúsculos - os caixas eletrônicos ao lado ocupam áreas do mesmo tamanho das destinadas às CITs.

As centrais ficavam em um lugar maior, onde hoje funcionam os caixas de pagamento de estacionamento do aeroporto, mas o espaço foi pedido de volta pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) em 2010.

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