Túnel é encontrado em prisão onde está Marcola

Presos da P2 de Presidente Venceslau cavavam buraco emcela; polícia investiga se funcionários ajudaram

SANDRO VILLAR, ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

29 Janeiro 2011 | 00h00

Um túnel estava sendo escavado por presos da penitenciária de segurança máxima Maurício Henrique Guimarães Pereira - Venceslau 2, conhecida como P2, em Presidente Venceslau, no extremo oeste paulista.

A ação foi descoberta domingo por agentes penitenciários durante revista de rotina em uma das celas. Segundo policiais do 2.º Distrito Policial, onde o caso foi registrado, os agentes perceberam um barulho no piso da cela 6 do pavilhão 6 e descobriram a escavação.

Na penitenciária cumprem pena alguns dos presos mais perigosos do País, entre eles líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), como Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola.

O túnel tinha cerca de 1 metro de comprimento e 34 cm de diâmetro. Sete presos são suspeitos de participar da ação, mas eles negam a acusação, de acordo com a polícia. Os presos foram transferidos para outras celas, segundo a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP).

A secretaria investiga se os presos tiveram ajuda de funcionários do presídio. Uma simples advertência e até demissão são algumas das sanções previstas para os servidores. "Se ficar comprovado o envolvimento de funcionários, eles sofrerão sanções previstas no estatuto do funcionalismo público", disse a assessoria da SAP.

Todos os agentes penitenciários e os presos serão ouvidos por uma comissão da SAP, que instaurou Procedimento Apuratório Disciplinar.

Flechadas. Segunda-feira, um rapaz de 22 anos, de São Bernardo do Campo, foi preso nas imediações da P2 ao ser surpreendido pela Polícia Militar quando se preparava para arremessar, com arco e flecha, seis celulares para o pátio do presídio. Os aparelhos foram presos com fita adesiva na ponta das flechas de plástico. A polícia investiga se o caso tem relação com a escavação do túnel. A Polícia Militar reforçou a segurança do presídio.

Vagas. Atualmente, a penitenciária tem 793 presos, abaixo de sua capacidade, para 1.248 condenados.

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