Túnel de Santos ao Guarujá terá pedágio

Valor deve ser igual ao da balsa, hoje em R$ 9,10; obra está prevista para começar em 2014

Caio do Valle, O Estado de S.Paulo

04 de setembro de 2013 | 02h01

O túnel de 762 metros que o governo do Estado planeja construir entre Santos e Guarujá terá pedágio e será administrado pela iniciativa privada. A tarifa deverá ser igual à que é cobrada na travessia feita pelas balsas - hoje, de R$ 9,10 por carro.

Quem afirma é o secretário Estadual de Logística e Transportes, Saulo de Castro Abreu Filho. Avaliada em R$ 2,4 bilhões, a obra começa em julho do ano que vem e agora passa a ter prazo de entrega para 2018. O governo garantiu que o trajeto será percorrido em 1 minuto. Atualmente, o tempo depende do tamanho da fila da balsa.

"Nos cálculos que fazemos para a concessão estamos levando em consideração a tarifa da balsa", disse ontem Abreu Filho, durante solenidade que marcou a entrega do estudo de impacto ambiental aos prefeitos das duas cidades. O documento foi enviado em agosto à Companhia Ambiental de São Paulo (Cetesb), responsável pela aprovação.

Além do túnel, que ficará sob o estuário do Porto de Santos, o projeto inclui rampas de 950 metros para a chegada e a saída dos veículos e 4,5 km de obras viárias. Pedestres e ciclistas poderão usar o túnel sem pagar taxas, disse o presidente da empresa de Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), Laurence Casagrande Lourenço. Só os condutores de veículos - entre eles caminhões urbanos - precisarão pagar pedágio. A cobrança será no sentido Santos.

Ponte. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou sua intenção de fazer um túnel há dois anos (embora a ideia seja gestada desde os anos 1940). Na época, o prazo de entrega era 2016. Em 2010, seu antecessor no cargo, o também tucano José Serra, prometeu uma ponte ligando as duas cidades em um evento onde mostrou uma maquete.

Na ocasião, Serra, então candidato à Presidência da República, garantiu que a ligação não teria cobrança de pedágio. Mas o projeto foi abandonado pela atual administração.

Embora seja repassada à iniciativa privada depois de pronta, a obra será custeada pelo poder público. A Dersa chegou a contratar uma consultoria holandesa para ajudar a projetar o túnel. A estrutura compreenderá seis módulos de concreto, que serão rebocados flutuando até o ponto da travessia e, em seguida, "mergulhados" em uma vala no leito.

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