'Tudo o que queria era encontrar a porta. Parecia a minha morte'

"Estava sentada em uma cadeira na lanchonete no térreo do prédio com uma amiga, tomando água. Havia um casal com crianças pequenas ao nosso lado. A menininha jogava os braços para cima, brincando com o pai. Resolvemos levantar e ir embora, quando, de repente, ouvimos um barulho. A minha colega disse que o prédio estava desabando. E foi então que tudo começou a cair, quando estávamos já a dois passos da mesa.

O Estado de S.Paulo

08 de fevereiro de 2012 | 03h03

Ficou uma nuvem de poeira muito grande, engasguei com bastante terra. Caí e depois me levantei. Estava uma escuridão profunda, não dava para enxergar nada, e tudo o que eu queria era encontrar a porta. Parecia a minha morte.

Fui socorrida e meu marido me levou para o Pronto-Socorro Central. Fiz 14 raios X, da bacia, perna, pé, tudo. Estou com o pé bastante inchado.

Imagino até agora o terror das pessoas que ficaram lá no prédio. E penso naquela família, com as crianças brincando. Olhei para os meus filhos e agradeci por estar viva."

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