Tucuruvi busca título em São Paulo com tema religioso

Escola contou a história de Ouro Preto; ex-dançarina do É o Tchan Scheila Mello é a madrinha de bateria

Andréia Sadi, do estadao.com.br e Mário Sérgio Lima, da AE,

22 Fevereiro 2009 | 03h14

A Acadêmicos do Tucuruvi entrou na avenida do sambódromo do Anhembi nesta madrugada para contar a história de Ouro Preto: Ouro Preto-O esplendor de uma Vila Rica, relicário da Pátria, patrimônio da humanidade. E Para acompanhar o samba enredo, o carnavalesco Fábio Borges abusou de anjos barrocos. "São milhares, todos pintados à mão", disse.   Veja Também: Veja fotos da Tucuruvi  Você é o jurado: avalie o desempenho das escolas   Blog: dicas para quem quer curtir e para quem quer fugir da foliaEspecial: mapa das escolas e os sambas do Rio e de SP   Saiba como chegar ao sambódromo  O intérprete Fredy Vianna disse que a escola apostou na "beleza rústica" e se opôs ao visual high-tec das outras escolas.  A agremiação investiu na comissão de frente, com 15 acrobatas e mostrou ousadia durante o desfile.  A comissão, "Orquestra Angelical", é formada por ginastas acrobatas da Cia Atlética Márcia Janete. Como diz o nome, trouxe componentes muito bem fantasiados de anjos cercando a figura de Nossa Senhora.  A rainha de bateria Valéria de Paula e a madrinha Scheila Mello sambaram juntas na avenida do sambódromo. "Eles me procuraram e me fizeram sentir como uma 'verdadeira rainha'", afirmou a ex-dançarina do grupo de axé "É o Tchan''.  Crédito: Werther Santana/AE Outro destaque da agremiação foi a presença do ator Milton Gonçalves. Muito animado, o ator estava fantasiado com roupas de época, toda dourada,  para representar Chico Rei, personagem folclórico.Conta a tradição que era o rei de uma tribo no Congo que veio para Brasil como escravo, mas conseguiu comprar sua alforria e de outros conterrâneos com seu trabalho, tornando-se "rei" em Ouro Preto. A escola contou na avenida a história dessa cidade mineira. "Vamos pegar todos esses governantes, deputados e senadores, colocar aqui e ver se eles se seguram na avenida. Essa é uma experiência que eles deveriam passar para sentir o cansaço do povo com as promessas feitas", disse. Ele negou qualquer referência, na declaração, ao seu último personagem na televisão, o deputado corrupto Romildo Rosa, da novela A Favorita. "Eu sou apenas o Milton Gonçalves, cidadão brasileiro, respeitador da lei e que pago meus impostos."  Crédito: Paulo Liebert/AE No terceiro carro alegórico da Tucuruvi, nobres e escravos montaram um cenário da cidade de Vila Rica.   O carro seguiu a tendência da maioria e trouxe esculturas de anjos por diversos pontos e objetos religiosos. O carro seguinte foi o "Esplendor do Barroco". A escola foi fundada em  1976 por um grupo de amigos e participou pela primeira vez no grupo Especial em 1987.  Ao todo, foram 2.800 componentes, 22 alas e cinco carros alegóricos.  No ano passado, ficou posicionada em 12º do Grupo Especial.  (Colaborou Rodrigo Petry, da AE)

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