Tropa vai voltar a usar colete à prova de bala sobre a farda

O comandante-geral da Polícia Militar, Roberval França, determinou ontem que o colete à prova de balas volte a ser usado por cima da farda. A decisão foi tomada na mesma semana em que uma policial postou na internet a foto de uma alergia causada pelo equipamento. A publicação gerou comentários e outros PMs pediram o fim da exigência.

O Estado de S.Paulo

03 de maio de 2012 | 03h02

Em setembro do ano passado, o então comandante Alvaro Batista Camilo ordenou que o colete ficasse sob a camisa. Ele alegava que exposto o equipamento sugeria uma imagem repressora da PM.

Ontem, a corporação informou, por meio de nota, que França atendeu ao "apelo dos valorosos policiais militares". Até a semana passada, o policial que passasse pela revista no quartel e fosse visto com o colete para fora da farda era advertido.

Policiais comemoraram a decisão. "Como as placas de proteção do colete são duras, incomodava bastante na hora de se movimentar", conta uma soldado que trabalha na região central de São Paulo. Outro PM revela que teve coceiras. "Agora será mais fácil trabalhar", afirma.

A dermatologista Samar Harati explica que um tecido antibacteriano, como o usado nos coletes, não impede alergias. "Esse material não vai influenciar em nada. Alergia não é por bactéria." De acordo com a PM, cada colete custa, em média, R$ 350 e pesa 2 quilos. / CAMILLA HADDAD

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