'Tropa de elite' do resgate será ampliada

Grupo que atende a ocorrências de grandes acidentes irá dobrar número de bases no Estado

BRUNO RIBEIRO, O Estado de S.Paulo

04 Março 2013 | 02h07

O Grupo de Atendimento e Resgate às Urgências (Grau), considerado a "tropa de elite" do serviço de resgate médico de São Paulo, vai mais do que dobrar a quantidade de bases de atendimento no Estado. O anúncio será feito hoje pela Secretaria de Estado da Saúde e pelo governador Geraldo Alckmin.

O Grau é uma equipe que, na capital, trabalha em conjunto com os serviços de Resgate do Corpo de Bombeiros. São médicos desse grupo, por exemplo, que ficam embarcados nos helicópteros Águia que fazem atendimento de feridos nos acidentes de trânsito.

Entretanto, o grupo é focado em trabalhos de resgate relacionados a grandes tragédias, como desabamentos, grandes incêndios e explosões.

O grupo vai receber mais 55 "superambulâncias", que têm unidades de UTI móvel. Atualmente, o Grau têm 250 ambulâncias, chamadas unidades de suporte avançado. "Com as novas unidades é possível triplicar o número de atendimento do suporte avançado", diz o secretário da Saúde, Giovanni Guido Cerri. Duas dessas unidades devem vir para a capital.

O número de médicos e enfermeiros "de elite" também vai crescer. "Em todo o Estado, 258 novos profissionais serão contratados, dos quais 136 médicos (cirurgiões, intensivistas e anestesistas) e 122 enfermeiros, especializados no atendimento a pessoas em estado grave, como vítimas de atropelamento, quedas e até de grandes catástrofes. Na capital serão 60 profissionais", explica o secretário.

O investimento anunciado é de R$ 34,7 milhões. Para manter o serviço funcionando, entretanto, a estimativa da secretaria é que o gasto do serviço de resgate salte de R$ 5 milhões para R$ 22 milhões por ano.

Motivos. O governo do Estado passou a ouvir cobranças sobre ampliação do serviço de resgate dos bombeiros (que são ligados à Secretaria de Estado da Segurança Pública) em novembro do ano passado, após uma norma proibir policiais de dar socorro a supostas vítimas de confronto.

Além disso, uma série de questionamentos passaram a ser feitos por todo o País após a tragédia da boate Kiss, de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, que deixou 240 mortos.

Questionado, o secretário Cerri não fez ligação com a ampliação desse serviço a esses dois motivos. "O sistema resgate existe desde 1989 no Estado. O início da ampliação deu-se em 2010, na região de Campinas, mostrando-se eficiente. Com base nos resultados positivos apresentados, em 2012, iniciou-se o projeto de expansão para todo o Estado, de forma que cerca de 90% da população paulista seja atendida por esse sistema", disse.

Prazos. As novas bases devem ser entregues em um prazo de até um ano. As cidades que vão recebê-las são Bauru, Araçatuba, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Presidente Prudente, Praia Grande, São José do Rio Preto, Sorocaba e Piracicaba. Essas cidades "foram selecionados com base em sua grande densidade demográfica", diz a secretaria, em nota.

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