Clayton de Souza/Estadão
Clayton de Souza/Estadão

Tropa de Choque em presídios pode detonar rebeliões, diz sindicato

Sem conseguir evitar entrada da PM, agentes penitenciários abandonaram seus postos

Chico Siqueira, Especial para O Estado

20 Março 2014 | 16h53

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - O presidente do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo (Sindasp), Daniel Grandolfo, alertou nesta quinta-feira, 20, para o risco de rebeliões nos presídios em que a Tropa de Choque da Polícia Militar entrou para cumprir a transferência de presos.

Sem conseguir evitar a entrada da tropa, os agentes que fazem a segurança dos raios abandonaram seus postos, deixando para a PM a responsabilidade de fazer a remoção dos presos das viaturas para os raios onde estão as celas.

"Há um risco iminente de haver rebeliões ainda nesta quinta com a entrada da PM nas unidades", afirmou Grandolfo. "Todos sabem que os presos não suportam a entrada da Tropa de Choque nos raios. Isso é suficiente para que eles quebrem a cadeia. A PM foi alertada disso. Depois não venham culpar os grevistas pelas rebeliões", completou o sindicalista.

Em diversas unidades da capital e do interior foram registrados incidentes entre grevistas e PMs da tropa de choque.A Tropa conseguiu entrar nas unidades do Belém, na capital; de Hortolândia e de Caiuá, na região de Presidente Prudente; além de Mogi das Cruzes e Capela do Socorro. Neste momento, a Tropa se concentra na entrada dos presídios de Jundiaí e de Taubaté.

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