Trólebus a bateria e sem fio começa a circular em março

Veículo terá aparelhos capazes de receber e armazenar energia para 2 a 3 km; recarga leva cerca de 30 segundos

CAIO DO VALLE , O Estado de S.Paulo

25 Outubro 2011 | 03h04

Trólebus sem fio e carregados a bateria vão começar a circular no ano que vem na capital. Segundo a distribuidora de energia Elektro, responsável pelo projeto, um protótipo deverá ser entregue em março.

O veículo se movimentará com ultracapacitores, equipamentos capazes de receber e armazenar energia. O "autotrólebus" percorrerá de 2 a 3 km sem precisar de recarga, que levará em torno de 30 segundos e será feita durante o embarque e desembarque de passageiros. Uma haste sobre o veículo vai captar a energia. Estuda-se também a possibilidade de a recarga ser por baixo, com laços no chão.

"A fonte de captação de energia começa a mudar. É um trólebus especial", diz Simão Saura Neto, superintendente de Serviços Veiculares da São Paulo Transporte (SP Trans).

No protótipo, um motor auxiliar, a diesel, vai fornecer eletricidade quando não houver energia na rede. O ideal é que esse tipo de veículo rode em corredores exclusivos. Um dos estudados para teste é o Expresso Tiradentes, entre os Terminais Parque Dom Pedro, no centro, e Sacomã, na zona sul. Veículo parecido já foi testado na China. Não foram divulgados custos.

Frota. Enquanto as novas tecnologias são estudadas, São Paulo lentamente renova sua frota de trólebus, cujos veículos têm idade média de 22 anos. Ontem, foi entregue o 13.º carro de um total de 140 que passarão a circular até o fim do ano que vem, segundo a Prefeitura. A meta é renovar 70% da frota de 198 trólebus. O último veículo novo havia sido entregue no ano passado. O atraso é atribuído ao fato de que a fabricante desses modelos pediu concordata. Com isso, uma nova montadora teve de ser contratada.

Ônibus da capital começaram a exibir ontem vídeos com dicas jurídicas. O primeiro destaca cuidados ao comprar um imóvel. Há ainda vídeos sobre Direito do Consumidor e violência doméstica. O conteúdo será atualizado mensalmente. A iniciativa foi da TVO, empresa responsável pelas TVs em ônibus, em parceria com a Defensoria Pública de São Paulo.

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