Trio vendia carro roubado na internet

Empresários presos em Bragança Paulista são acusados de negociar em site de classificados 70 veículos adquiridos de 'intermediários'

GIO MENDES, O Estado de S.Paulo

21 Abril 2012 | 03h04

Três empresários foram presos em Bragança Paulista, no interior de São Paulo, sob a acusação de vender cerca de 70 carros roubados por meio de classificados na internet. Três veículos foram apreendidos em um posto de gasolina dos acusados, localizado na Avenida Dom Pedro, no bairro Taboão, na mesma cidade.

Os carros recuperados haviam sido roubados em bairros da zona leste da capital paulista entre agosto de 2011 e março deste ano. Segundo o delegado Marcelo Bianchi, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), os empresários vendiam veículos seminovos como se fossem novos. Foram apreendidos um Hyundai i30 ano 2011 e uma caminhonete Nissan Frontier e um Volkswagen Golf, ambos fabricados em 2010.

Bianchi conta que os carros recebiam uma nova numeração de chassi e placa, que não era usada por nenhum outro veículo antes de ser vendido para compradores de Minas, Mato Grosso do Sul e Paraná.

Os empresários Carlos Alberto Pereira Catalano, de 45 anos, Adriano Nunes Mattos, de 39, e Jonas dos Santos Neto, de 27, eram investigados desde dezembro, quando a Polícia Civil estourou o galpão de ferramentaria do peruano Celso Roldan Lopez, de 53, na Vila Matilde, zona leste de São Paulo. Nesse local, Lopez fabricava pinos de aço usados na remarcação de chassis de caminhões. "Descobrimos que veículos de passeios também eram remarcados e começamos a investigar outros envolvidos", afirmou o delegado do Deic.

Segundo Bianchi, os empresários não tinham contato com os ladrões de carros. "Eles compravam os veículos de um intermediário, pagando apenas 40% do valor real do carro. Depois revendiam os carros em sites de classificados e lucravam até 60% em cada negócio", disse o delegado.

Documentação. A Polícia Civil ainda vai investigar se funcionários da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Bragança ou de outros órgãos públicos de municípios vizinhos estão envolvidos com o esquema de venda de carros roubados. "Os veículos tinham documentos novos, com recibo de compra e venda", explicou Bianchi.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.