Trio usava Kombi com adesivos de campanha em assaltos

Após assaltarem duas amigas, eles foram presos e o carro das vítimas foi recuperado

Ricardo Valota, do estadão.com.br,

08 de outubro de 2008 | 06h44

Três homens integrantes de uma quadrilha que vinha realizando roubos e furtos de carros no ABC paulista foram detidos na noite de terça-feira, 7, em Santo André após atacarem mais duas pessoas. Eles usavam uma Kombi com adesivos de campanha eleitoral. Com um revólver calibre 38 e numa perua Kombi, Ernani Germano de Oliveira, 37, David Duarte de Siqueira, 19, e Renato Daniel de Araújo, 23, foram detidos por policiais militares do 41º Batalhão. Dois deles, a pé, já haviam atacado as vítimas, uma securitária de 24 anos, e uma auxiliar de enfermagem de 28, por volta das 19h30, na Rua Embaré, na Vila Linda, quando as duas amigas saíam de casa. As vítimas estavam em um Fiat Palio cinza, acompanhadas do filho de seis meses da auxiliar. Elas foram obrigadas a entregar o carro, mas conseguiram retirar a criança, que já estava cadeirinha. Segundos depois de terem o carro roubado, as duas colegas viram uma Kombi passar em alta velocidade, mas não desconfiaram de nada, pois nela havia adesivos de candidatos à Prefeitura da cidade. A PM foi acionada e minutos depois localizou o Fiat Pálio abandonado, na Rua São João Del Rei, na Vila Rica. No meio do caminho, na Rua Inconfidência Mineira, os PMs haviam cruzado com a Kombi. Como sabiam da existência de bandidos que vinham agindo na região com uma Kombi idêntica à que passou pela viatura, os policiais resolveram perseguir o veículo. Na Kombi estavam os três suspeitos, alguns pertences das vítimas e material de campanha eleitoral. Levado ao 01º Distrito Policial da cidade, o trio foi autuado em flagrante. Oliveira já tem três passagens pela polícia por roubo e trabalha como servente operacional da Prefeitura de Santo André. Na quadrilha, tinha a função de apontar a arma para as vítimas durante o assalto. A polícia acredita que os bandidos usavam essa Kombi como forma de se aproximar das vítimas sem levantar suspeitas. A arma apreendida pertence a uma empresa de segurança privada, mas não se sabe ainda se é roubada.

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