Trio invade casa no Morumbi e mantém reféns por meia hora

Três homens foram presos ontem no Morumbi, zona sul de São Paulo, por invadir uma mansão e dominar cinco pessoas. Uma das armas usadas pelo trio era de brinquedo, segundo a polícia, que teve de negociar a liberação dos reféns por cerca de meia hora.

Bruno Lupion, O Estado de S.Paulo

04 de novembro de 2010 | 00h00

O crime aconteceu por volta da 0h30. Dario Alves de Oliveira, de 18 anos, e dois adolescentes, de 15 e 16, pularam o muro da residência, na Rua General Almério de Moura, e dominaram o vigia da mansão, de 57 anos. Além da arma de brinquedo, carregavam uma pistola 6.35.

Os assaltantes exigiram que o segurança entregasse as chaves. O funcionário respondeu que não estava com elas, mas o trio o revistou e as encontrou.

A vítima contou à polícia que foi ameaçada de morte. "Me amarraram, amordaçaram, colocaram pano na minha boca e nos olhos, cobrindo meus olhos. Eles me amarraram com as mãos para trás e amarraram minhas pernas", lembra o segurança. "Não sei qual foi (a arma) que eles colocaram na minha boca. Eu sei que escutei o gatilho bater duas vezes", completa.

Após entrar na residência, os assaltantes dominaram a proprietária, de 84 anos, e seu neto. As duas filhas da dona da casa foram rendidas assim que deixaram seus quartos, mas uma delas conseguiu ligar para o 190 sem ser notada. "Minha irmã ouviu os latidos do cachorro, percebeu que tinha algo errado e chamou a polícia antes de sair do quarto", disse Heloísa Naufal Gonik, de 54 anos.

Policiais militares do 16.° Batalhão cercaram o sobrado e começaram a negociar a rendição dos criminosos. Segundo o capitão Ednaldo Soares Alexandre, o adolescente de 15 anos liderou a conversa, que durou cerca de meia hora.

O jovem exigiu a presença da imprensa e da namorada, uma jovem de 16 anos que vive na Favela Real Parque. Assim que ela foi levada ao local pela Polícia Militar, os três assaltantes se renderam. Além do vigia, que teve ferimentos leves, as outras pessoas não se machucaram.

Os ladrões queriam joias e um suposto cofre, segundo depoimento das vítimas aos investigadores do 89.° DP (Portal do Morumbi), onde o caso foi registrado. Antes de a polícia chegar, o trio havia separado dois laptops, um celular e cerca de R$ 900 em dinheiro. / COLABOROU TIAGO DANTAS

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