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Justiça de São Paulo pede a prisão do ex-goleiro Edinho, filho de Pelé

TJ condenou, mas diminuiu a pena de 33 anos e quatro meses de reclusão para 12 anos e dez meses em regime fechado

Luiz Alexandre Souza Ventura, especial para o Estado, e Renata Okumura, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2017 | 10h28
Atualizado 14 de fevereiro de 2020 | 10h08

SANTOS E SÃO PAULO - O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) julgou nesta quinta-feira, 23, o recurso de apelação do ex-goleiro do Santos Futebol Clube Edson Cholbi do Nascimento, o Edinho, de 46 anos, e pediu a sua prisão. O TJ condenou o filho de Pelé, mas diminuiu a pena de 33 anos e quatro meses de reclusão para 12 anos e dez meses em regime fechado. O ex-jogador é acusado de crime de lavagem de dinheiro e associação ao tráfico de drogas.

Edinho - que também é ex-treinador do Tricordiano, time da terra natal de pai, Três Corações, no interior de Minas Gerais - deverá ser preso assim que for publicado o mandado.

Ex-goleiro se apresentou no fim da tarde desta sexta-feira, 24, no 5º Distrito Policial de Santos, no bairro do Bom Retiro, na zona noroeste da cidade. O advogado de Edinho, Eugênio Malavasi, entrou com um habeas corpus nesta sexta-feira, 24, no Supremo Tribunal de Justiça (STJ). 

Na decisão desta quinta-feira, foram sentenciados a pena idêntica: Clóvis Ribeiro, o Nai; Maurício Louzada Ghelardi, o Soldado; e Nicolau Aun Júnior, o Véio ou Nick, que tiveram sanções reduzidas, também com recomendação de expedição de seus mandados de prisão.

O caso. Edinho foi preso em junho de 2005, durante a Operação Indra, do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), com mais 17 pessoas, acusado de ligação com uma organização de tráfico de drogas que atuava na Baixada Santista sob o comando de Ronaldo Duarte Barsotti de Freitas, o Nadinho, que está desaparecido.

Após seis meses em prisão provisória, Edinho foi solto com liminar em habeas corpus concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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