JF Diorio/Estadão
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Tribunal de Contas volta a suspender licitação dos ônibus de SP

Conselheiro Edson Simões fez 90 apontamentos sobre processo, que seria encerrado na semana que vem; ao todo, foram 51 irregularidades

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

08 Junho 2018 | 14h54

SÃO PAULO - O conselheiro do Tribunal de Contas do Município (TCM) Edson Simões determinou nesta sexta-feira, 8, a suspensão da licitação de R$ 160 bilhões para a renovação dos contratos de ônibus da cidade de São Paulo, que seria realizada entre segunda e quarta-feira da semana que vem e resultaria em contratos de 20 anos.  É a segunda vez que uma tentativa de licitar o serviço é barrada pelo TCM. Os ônibus de São Paulo operam em contratos emergenciais, sem licitação, desde 2013. 

Simões, relator do processo de auditoria do edital, apontou 90 problemas. O edital havia sido lançado pelo ex-prefeito João Doria (PSDB) e estava sendo conduzido pelo atual, Bruno Covas (PSDB). 51 dos problemas são irregularidades que, segundo entendeu o conselheiro, obrigaram nova paralização do processo. Na licitação anterior, da gestão Fernando Haddad (PT), também barrada pelo TCM, Simões havia apontado 49 irregularidades, o que barrou o processo por quse um ano. 

Com os contratos emergenciais vigentes, com linhas de ônibus sobrepostas umas sobre as outras e uma série de gratuidades, os ônibus custam cerca de R$ 7 bilhões por ano à cidade. Desse total, a Prefeitura deve gastar R$ 3 bilhões neste ano com recursos que terão de ser tirados de obras e serviços para custear o transporte. A expectativa era que a nova licitação tivesse o mesmo custo, mas que trocasse os ônibus atuais por veículos novos, com ar condicionado e wi-fi. O total de veículos e linhas em operação iria diminuir.

No ano passado, o TCM barrou tentativas da gestão Doria de realizar licitações para a varrição de ruas, iluminação pública e reforma do parque semafórico, além de travar a contratação de uma empresa que trabalharia pela privatização do Complexo do Anhembi, na zona norte.

A Prefeitura foi questionada sobre as providêncais a serem adotadas com a suspensão da licitação, mas ainda não se posicionou. 

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