Janete Longo / AE
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TRF concede habeas corpus e Nuno Cobra deixa prisão em SP

Defesa do preparador físico, detido há 3 dias, conseguiu libertação em 2ª instância; MPF apura terceira denúncia de crime sexual

Marco Antônio Carvalho, O Estado de S.Paulo

14 Setembro 2017 | 18h33
Atualizado 15 Setembro 2017 | 03h05

SÃO PAULO - O preparador físico Nuno Cobra Ribeiro deixou a prisão na noite desta quinta-feira, 14, após passar três dias detido. A reportagem confirmou a informação por telefone pelos policiais da Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em São Paulo,  que concedeu o habeas corpus e atendeu ao pedido feito pela defesa de Cobra. Na semana passada, ele havia sido condenado por violação sexual mediante fraude e a Justiça determinou a sua prisão por entender que estaria reincidindo no crime. 

O habeas corpus foi apreciado pela 11.ª Turma do Tribunal e o magistrado relator atendeu em parte ao pedido. 

A decisão de prisão havia sido tomada pela juíza Raecler Baldresca, da 3.ª Vara Federal Criminal de São Paulo, e relata que Cobra tocou nos seios e nas pernas de uma mulher com quem dividia um voo da Gol em 19 de janeiro de 2015, em uma viagem de Curitiba para São Paulo. Veja a decisão.

A pena, inicialmente, era de 3 anos e 9 meses de prisão em regime aberto. Mas o Ministério Público Federal pediu a prisão do preparador físico “sob fundamento da garantia da ordem pública” após colher informações que, mesmo após a audiência judicial sobre o caso, Cobra “teria continuado a praticar os mesmos atos pelos quais foi acusado e condenado”.

“Entendo que a ousadia do réu não tem limites, o que exige sua retirada do convívio em sociedade até que os fatos narrados sejam apurados”, anotou a juíza.

O Ministério Público Federal (MPF) tomou na quarta-feira, 13, depoimento de uma terceira vítima de crimes sexuais supostamente praticados pelo preparador físico de 79 anos. O órgão foi procurado pela mulher, que informou aos investigadores ter sido atacada durante um evento em Ribeirão Preto. O caso deve ser apurado pelo MP estadual na cidade. 

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