Três sobreviventes da maior chacina do ano seguem internados

Oito pessoas foram mortas na noite de sábado em um bar de Ribeirão Pires, na região da Grande São Paulo

Paulo R. Zulino, do estadao.com.br,

17 de setembro de 2007 | 12h36

Três sobreviventes da maior chacina do ano continuam internados. Na noite de sábado, oito pessoas foram mortas em Ribeirão Pires, na região da Grande São Paulo.De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, um deles está no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. Ele foi atingido na cabeça por um disparo e passou por uma cirurgia para a retirada dos fragmentos da bala. A vítima está em como induzido e seu estado de saúde é considerado grave.   Uma segunda vítima está internada no Hospital Estadual Serraria, em Diadema, também na região do Grande ABCD. Ela levou um tiro nas nádegas, foi operada para remoção do projétil e também não se sabe quando poderá deixar o hospital. Já o Hospital das Clínicas Doutor Radamés Nardini, em Mauá, que é municipal, não quis prestar nenhuma declaração sobre a vítima internada no hospital. O Estadão apurou, no entanto, que a vítima internada neste hospital está em coma induzido.   A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o crime teria sido uma vingança contra uma pessoa que denunciou um desmanche de carros no bairro. No sábado, a Polícia Militar estourou desmanche localizado no número 2.152 da Avenida Miro Atílio Peduce, bem próximo do bar. Três pessoas acabaram presas em flagrante.   Há, no entanto, também a possibilidade de que a chacina tenha ligação com o tráfico de drogas. A polícia apurou que pelo menos três das vítimas estavam envolvidas no narcotráfico local. Um deles ainda teria participação nos negócios de máquinas caça-níqueis.   Alvo   Segundo moradores do bairro, o alvo das execuções seria Reinaldo Teodoro de Souza, de 43 anos, conhecido como dono de um ponto-de-venda de drogas. Ele e outros três homens tinham passagem criminal. "Há um mistério na minha cabeça", disse o delegado Augusto Farias. "Por isso, não posso dar certeza da motivação do crime."   A chacina foi praticado por quatro homens que chegaram a pé no bar. Dois deles estavam com toucas ninjas para esconder os rostos. Havia cerca de 15 pessoas no local. Segundo os vizinhos, os bandidos teriam dito que só as mulheres seriam poupadas. Duas delas estavam na cozinha, quando um rapaz chegou gritando e pediu para que se jogassem no chão.   Além de Souza, apontado como o alvo do crime pela vizinhança, morreram no local José Francisco de Melo, de 41 anos, Richard Dênis Guarizzo, de 36 anos, Edinei Paulo Gonçalves, de 35 anos, Alessandro da Silva Nunes, de 27, Marcos Luiz da Silva, de 23, e Denizar Marcelino Barbosa, de 22 anos. Bruno Ramos Firmino, de16 anos, chegou a ser levado ao hospital, mas não resistiu.   O calibre de uma das armas usadas na chacina, uma pistola 9 milímetros, já tem "histórico" no bairro da Quarta Divisão. Há registros de pelo menos três homicídios com o mesmo tipo de pistola na região. Fala-se que esta arma seja alugada para ações criminosas.   "Meu sobrinho não devia nada a ninguém. Ele foi morto injustamente", disse uma mulher que não quis se identificar, na tarde de domingo, no IML de Santo André. Ela se referia a Marcos Luiz da Silva.

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