Três presos morrem em tentativa de fuga no Guarujá

Cadeia com capacidade para 60 pessoas abriga 168; mortes ocorreram após tiroteio com policiais

Rejane Lima, da Agência Estado,

27 de novembro de 2007 | 13h27

Três detentos morreram na madrugada desta terça-feira, 27, após troca de tiros com a polícia durante tentativa de fuga da Cadeia Pública de Guarujá, na Baixada Santista. Três presos foram recapturados e um quarto homem continua foragido.   A equipe de policiais que estava realizando um flagrante na delegacia sede - que fica anexa à cadeia - percebeu uma movimentação suspeita por volta da 23h30 de segunda-feira. Segundo a Polícia Civil, os sete presos que haviam acabado de fugir pelos fundos da carceragem começaram a atirar contra os policiais ao serem surpreendidos.   Os policiais revidaram e os indiciados Emanuel Julio Cabral, de 26 anos, José Cristiano de Melo, de 19, e Wagner Alberto Abdala Camargo, de 45 anos, morreram. Edinaldo Rodrigues Santos, de 22 anos, conseguiu fugir. Três outros presos foram recapturados, um deles chegou a fugir para a praia e nadar no mar, mas foi preso pela Polícia Militar.   Para escapar, os presos cerraram a parte superior das grades de três celas e escalaram o muro com uma corda feita de lençóis. Eles estavam com três armas que foram apreendidas, entre elas um revólver 38 e outro de calibre 32.   O delegado titular de Guarujá, Cláudio Rossi, afirma que a fuga poderia ter sido uma tragédia ainda maior caso os policiais não tivessem agido prontamente e os detentos tivessem rendido a carceragem e o plantão.   Rossi acredita que as armas estavam escondidas fora da cadeia e que a serra pode ter entrado escondida na sola de sapato ou cós da roupa de algum visitante. "A superlotação prejudica a vigilância e o número de pessoas entrando é muito maior", admite o delegado. Com capacidade para 60 pessoas, atualmente há 168 presos na detenção. Agora, a corregedoria da Polícia Civil está investigando as circunstâncias da ação.

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